Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 21.jun.2017, Hebreus 4

Visto que temos um grande Sumo Sacerdote, JESUS, FILHO de DEUS, que penetrou nos céus, retenhamos firmemente a nossa confissão.
[Hebreus 6.20; 1.2-3; 8.1; 9.24; 10.12]
Porque não temos um Sumo Sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém Um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado.
[2Coríntios 5.21; João 8.46; Hebreus 7.26; 2.17-18]
Cheguemos pois com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno.
[Efésios 3.12; Filipenses 4.6-7; Êxodo 25.17-22; Levítico 16.2; 1Crônicas 28.11]

[659,985]

dezembro 07, 2008

Conhecendo a Bíblia – 31ª parte - JONAS

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JONAS

História com sentido profético


Um mensageiro de misericórdia no tempo de Jeroboão II (798-753 aC) no VIII século aC, e uns oitenta anos antes do cativeiro de Israel pela Assíria.

Como indicado em 2Reis 14.25, Jonas era filho do profeta Amitai, nativo de Gate-Hefer, um vilarejo situado a cinco Km em direção ao nordeste de Nazaré, dentro das fronteiras tribais de Zebulom. Profetizando durante o reinado de Jeroboão II e precedendo imediatamente Amós, ele foi um forte nacionalista que estava completamente consciente da destruição que os assírios haviam feito em Israel através dos anos. Jonas achou difícil aceitar o fato de que Deus pudesse oferecer misericórdia a Nínive da Assíria, uma vez que seus habitantes mereciam um julgamento severo.

Ele foi o único profeta mandado para pregar aos gentios. Elias foi mandado para Sarepta para morar lá durante uma temporada (1Reis 17.8-10), e Eliseu viajou a Damasco (2Reis 8.7), mas somente a Jonas é que foi dada uma mensagem de arrependimento e misericórdia, para pregar diretamente a uma cidade gentia. Sua relutância em ir pregar estava baseada num desejo de ver seu declínio culminar numa completa perda de poder. Também ele temeu que Deus pudesse mostrar misericórdia , deste modo oferecendo aos assírios a oportunidade de molestar Israel.

O nome de Jonas significa “pomba” ou “pombo”. Quanto ao caráter, ele é representado como obstinado, irritado, mal-humorado, impaciente e por seu hábito de viver somente com seu clã. Politicamente, é obvio que ele era um amante leal de Israel e um patriota comprometido.

Religiosamente, ele professava um temor ao Senhor como Deus do céu, o Criador do mar e da terra. Mas sua primeira desobediência intencional, sua posterior relutante obediência e a sua ira sobre a extensão de misericórdia aos ninivitas revelam óbvias incoerências na aplicação da sua fé. A história termina sem indicar como Jonas respondeu à exortação e à lição objetiva de Deus.

Os assírios pagãos, inimigos de Israel de longa data, eram uma força dominante entre os antigos de aproximadamente 885 a 665 aC. Relatos do Antigo Testamento descrevem seus saques contra Israel e Judá, onde eles destruíram a zona rural e levaram cativos. O poder assírio era mais fraco durante o tempo de Jonas, e Jeroboão II foi capaz de reivindicar áreas da Palestina desde Hamate localizada em direção ao sul, até o mar Morto, como havia sido profetizado por Jonas (2Reis 14.25).

O livro de Jonas, embora tenha sido colocado entre os profetas no cânon, é diferente do outros livros proféticos, pois ele não tem uma profecia que não contenha uma mensagem; a história é a mensagem. A história recorda um dos mais profundos conceitos teológicos encontrados no Antigo Testamento. Deus ama todas as pessoas e deseja compartilhar seu perdão e misericórdia com elas. Israel havia sido encarregado de entregar aquela mensagem, mas, de algum modo, eles não compreenderam a importância dela. Essa falha conseqüentemente levou-os a um orgulho religioso extremo. No Livro de Jonas, pode ser encontrada a semente do farisaísmo no Novo Testamento.

Deus ordenou a Jonas, o profeta, para levantar-se e ir 1300 km para o oriente, a Nínive, uma cidade dos temidos e odiados assírios. Sua mensagem é para ser um chamado ao arrependimento e uma promessa de misericórdia, caso eles responda positivamente. Jonas sabe que, se Deus poupar Nínive, então aquela cidade estará livre para saquear e roubar Israel novamente. Esse patriotismo nacionalista e seu desdém a que a misericórdia seja oferecida para pessoas que não fazem parte do concerto induzem Jonas a decidir deixar Israel e “fugir de diante da face do Senhor”. Sem dúvida, ele esperava que o Espírito da profecia não o seguisse. Jonas está descontente e de algum modo se convence do que uma viagem a Társis irá livrá-lo da responsabilidade que Deus colocou sobre ele.

A viagem a Társis logo fornece a evidência de que a presença e a influência do Senhor não estão restritas à Palestina. Deus manda uma tempestade para golpear o navio e causar circunstâncias que conduzem Jonas face a face ao seu chamado missionário. Após determinarem que Jonas e seu Deus sejam responsáveis pela tempestade, e após esgotarem todas as alternativas, os marinheiros atiraram Jonas ao mar. Sem dúvida, Jonas e os marinheiros acharam que esse seria o fim de Jonas; mas Deus havia preparado um grande peixe para engolir Jonas e, após três dias e três noites, o peixe o jogou em terra firme.

Novamente, Deus manda Jonas levantar e ir a Nínive para entregar a mensagem de libertação. Desta vez, o profeta concorda relutantemente em fazer a viagem e entregar a mensagem de Deus. Para seu espanto, os ninivitas, desde a pessoa mais humilde até o rei, se arrependeram e mostraram isso através do jejum cerimonial, vestindo-se de panos de saco e assentando-se sobre a cinza. Até mesmo os animais são obrigados a participar dessa conduta humilde.

O coração de Jonas ainda não está mudado, e ele reage com ira e confusão. Porque Deus teria misericórdia de pessoas que abusaram da nação de Israel? Talvez esperando que o arrependimento não tivesse sido genuíno, ou que Deus fosse escolher outra estratégia, Jonas constrói um abrigo numa colina, com vista para a cidade do lado oriente. Lá, ele aguarda do dia indicado para o julgamento.

Deus usa esse tempo de esperar para ensinar uma valiosa lição a Jonas. Ele prepara uma aboboreira para crescer durante a noite, num lugar que fizesse sombra sobre a cabeça de Jonas. O profeta se regozija na sua boa sorte. Então, Deus prepara um bicho pra comer o caule da aboboreira e a faz secar.

Ele, mais adiante, intensifica a situação desconfortável de Jonas, ao trazer um vento calmoso, vindo do oriente, para secar o corpo morto de sede de Jonas. Ele lamenta a morte da aboboreira e expressa seu descontentamento a Deus. Deus lhe responde mostrando a incoerência de estar preocupado com uma aboboreira, mas estar totalmente despreocupado acerca do destino dos habitantes de Nínive, a quem Deus amava.

E Espírito de Deus inspirou Jonas a profetizar naquela terra e a sua posição seria recuperada por Israel. Isso aconteceu sob a liderança de Jeroboão II (2Reis 14.25).

Quando o Espírito conduziu Jonas para ir a Nínive profetizar contra o povo, o profeta se recusou a seguir a orientação do Senhor. O Espírito de Deus não cessou sua obra, mas continuou a intervir na vida de Jonas e a induzi-lo a fazer a vontade de Deus. Quando Jonas se arrependeu, o Espírito operou um arrependimento piedoso no coração do povo e eles responderam à mensagem de julgamento. Quando Jonas se recusou a aceitar esta obra divina, o Espírito Santo mostrou a ele o contraste entre sua preocupação com uma aboboreira e a preocupação de Deus com os habitantes da cidade.

Não é só maravilhoso que Jonas foi engolido por um peixe, mas que ele ficou vivo por três dias e três noites nas entranhas do peixe (1.17). Quando se considera o amor e misericórdia de Deus, nada deve ser difícil demais para se acreditar. O acontecimento de Jonas ser preservado no ventre da baleia (1.17 - 2.10) foi usado por Jesus como profecia em Mateus 12.39,40 da sua própria morte e ressurreição.
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4 comentários:

Anchieta Campos disse...

Caro irmão James Almeida, a paz do Senhor.

Convidado pelo irmão Clóvis, do Cinco Solas, lhe convido também para participar de uma boa interatividade.

Para saber como participar acesse meu blog em http://anchietacampos.blogspot.com/2008/12/antes-de-partir.html

Forte abraço, caro amigo.

Anchieta Campos

james disse...

Graça e paz vos sejam multiplicadas, amado irmão Anchieta Campos.

Descrevo as oito coisas que gostaria de fazer antes de partir desta vida:

01) Examinar as Sagradas Escrituras, no original;

02) Dominar o “eu” que ainda tenta resistir em mim;

03) Pregar o Evangelho em presídios, penitenciárias e prisões;

04) Instruir todos meus filhos no Caminho do Senhor;

05) Amar minha esposa, como Cristo amou a Igreja;

06) Amar meus inimigos como a mim mesmo;

07) Conhecer Israel;

08) Estar preparado irrepreensível para partir.

A graça de nosso Senhor Jesus Cristo seja com todos vós. Amém.

Fraternalmente.
James.

Gerly disse...

James, obrigada pela visita no Nadica.
Olha, ao contrário de José, q foi um grande exemplo de temor e obediência, Jonas era um cabra bem teimoso, não é? Mas um exemplo de que, não importa o quanto retardemos a vontade de Deus, ou fujamos da sua Presença, Sua vontade será cumprida de qualquer maneira, porque Ele é Soberano.

Fica com Deus!

:o)

james disse...

Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados, irmã Gerly.

Com certeza, a vontade do Senhor é soberana, que ela possa estar sempre arraigada em nossos corações, e, que jamais deixemos o Santo caminho que o Senhor nos tem preparado...

Fraternalmente.
James.