Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 06.ago.2017, João 6

Disse-lhes pois JESUS: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu;
mas Meu PAI vos dá o verdadeiro pão do céu.
[Êxodo 16.4,8; Salmos 78.23; João 1.9; 6.33,35]
Porque o pão de DEUS é aquELE que desce do céu e dá vida ao mundo.
Porque faz que o Seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
[João 6.50; 1João 1.1-2]
Disseram-lhe pois: SENHOR, dá-nos sempre desse pão.[João 4.15; Salmos 4.6]
E JESUS lhes disse: EU SOU o pão da vida; aquele que vem a MIM não terá fome;
e quem crê em MIM nunca terá sede.
[Mateus 11.28; João 5.40; 6.41; Apocalipse 7.16; Isaías 49.10; 55.1-3]

[669,530]

outubro 31, 2008

João 5.17 E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também.

...
Nos ensinou o Senhor Jesus que não deveríamos ficar de braços cruzados, devemos sim, estar levando as boas novas de salvação a toda uma geração, buscar aos pecadores que estão se perdendo nos prazeres mundanos, jovens a cada mais se entregando às drogas, bebidas, prostituição, uma humanidade entregue as trevas sem se lembrar ou não querendo saber que existe um Senhor, um Salvador e Redentor...

Infelizmente os que se dizem crentes, mas, na verdade apenas convencidos, evangélicos, estão diariamente se dirigindo às pseudo igrejas, durante anos, sentados em bancos, escondendo em corais (cantar não leva ninguém para o céu), pastores que só ficam em cima de palcos, atrás de microfones, dezenas de milhares perdidos dentro de luxuosos templos em busca de realizações pessoais, realizações egoístas, somente o seu bel-prazer, todos estes se dizem apaixonados por Jesus - a paixão acaba, o amor permanece, enquanto isso milhares de almas sedentas pela Palavra de Deus enfileiradas diante um deserto árido desumano onde o amor de Deus está alguns passos. Com isso, o verdadeiro mandamento de nosso Senhor Jesus Cristo, os milhares de milhares de freqüentadores destas “evangélicas casas de show noturno”, todos de braços cruzados não estão querendo obedecer: Ide, pregai o evangelho!!!

Ao povo que se diz do Senhor, é preciso sair de dentro das igrejas, visitar as almas, em nome do Senhor Jesus Salvador. Não podemos esquecer que Deus não tem ninguém por inocente.
...

outubro 29, 2008

Conhecendo a Bíblia – 26ª parte - Daniel

...
DANIEL

Escrito 600 anos antes de Cristo, é um companheiro ao livro de Apocalipse, escrito no cativeiro de Judá, em Babilônia. Daniel foi deportado, enquanto adolescente, no ano de 605 aC, para a Babilônia, onde viveu mais de sessentas anos. Possivelmente fosse de uma família de classe alta de Jerusalém. Isaias e Ezequias (Isaías 39.7) haviam profetizado a deportação para a Babilônia dos descendentes da família real. Inicialmente, Daniel serviu na corte de Nabucodonosor. Mais tarde, tornou-se conselheiro de reis estrangeiros.

A importância de Daniel como profeta foi confirmada por Jesus em Mateus 24.15. Sua profecia abrange o espaço de tempo de sua vida. O nome Daniel significa “Deus é meu juiz”. Sua inabalável consagração a Jeová e sua lealdade ao povo de Deus comprovaram fortemente essa verdade na vida de Daniel.

Embora o cerco e a deportação de cativos para a Babilônia tenha durado vários anos, os homens fortes e corajosos, os habilitados e os instruídos foram retirados de Jerusalém logo no início da guerra (2Reis 24.14).

Juntamente com milhares de cativos de Judá levados para o exílio na Babilônia, entre 605 a 582 aC, os tesouros do palácio de Salomão e do templo também levados. Os babilônios haviam subjugado todas as províncias governadas pela Assíria e haviam consolidado o seu império numa área que abrangia grande parte do Oriente Médio.

Para governar um reino tão diversificado numa área de tamanha extensão, necessitava-se de uma burocracia administrativa especial. Escravos instruídos ou habilitados que as circunstâncias requeriam tornaram-se a mão de obra do governo.
Por causa de sua sabedoria, conhecimento e boa aparência, quatro jovens hebreus forma selecionados para o programa de treinamento (1.4). Devido ao caráter excepcional de Daniel, Hananias, Misael e Azarias, estes jovens foram contemplados com funções relevantes no palácio do rei. Daniel sobrepujou a todos os homens sábios daquele vasto império (6.1-3).

O propósito é mostrar que o Deus de Israel, o único Deus, mantém sob seu controle o destino de todas as nações.

Daniel se compõe de três partes principais: Introdução à pessoa de Daniel (1), os testes decisivos do caráter de Daniel e o desenvolvimento de suas habilidades de interpretação profética (2-7) e a série de visões de Daniel sobre reinos e acontecimentos futuros (8-12). Nesta parte final, Daniel se apresenta como livro profético básico para a compreensão de muitas coisas da Bíblia. Muitos aspectos de profecias relacionadas com os tempos do fim dependem da compreensão deste livro. Os comentários de Jesus no Sermão do Monte das Oliveiras (Mateus 24; 25) e muitas das revelações dadas ao apóstolo Paulo encontram harmonia e coesão em Daniel (ver Romanos 11; 2Tessalonicenses 2). Da mesma forma, Daniel se torna um companheiro de estudo necessário do Livro de Apocalipse.

Embora a interpretação de Daniel, como também Apocalipse, seja feita de maneira bastante diversificada, para muitos o enfoque da dispensação tornou-se bastante aceito. Esse enfoque na interpretação encontra em Daniel as chaves que ajudam a desvendar os mistérios de assuntos como o anticristo, a grande tribulação, a segunda vinda de Cristo, os Tempos dos Gentios, as ressurreições futuras e juízos. Esse enfoque também vê as profecias que ainda estão por se cumprir girando em torno de dois eixos principais:

1) o destino futuro da cidade de Jerusalém;
2) o destino futuro do povo de Daniel; judeus nacionais (9.24).

Os escritos de Daniel cobrem o governo de dois reinos, Babilônia e Medo– Persa, e quatro reis: Nabucodonosor (2.11-4.37); Belsazar (5.1-31); Dario (6.1-28) e Ciro (10.1-11.1).

A primeira vez que se vê Cristo é na figura do “quarto” ao lado de Sadraque, Mesaque e Abede-Nego na fornalha de fogo (3.25). Os três permaneceram fiéis ao seu Deus; agora, Deus permanece fiel a eles no fogo do julgamento e livra-os, inclusive do “cheiro de fogo” (3.27).

Outra referência a Cristo se encontra na visão da noite de Daniel (7.13). Ele descreve “que vinha nas nuvens do céu um como o Filho do Homem”, referindo-se à segunda vinda de Cristo.

Outra visão de Cristo se acha em 10.5-6, onde a descrição de Jesus é bastante idêntica à de João em Apocalipse 1.13-16.

O Espírito Santo nunca anuncia sua presença em Daniel, mas está nitidamente em ação. A habilidade de Daniel e dos outros hebreus de interpretarem sonhos se devia ao poder do Espírito Santo. As profecias, tanto as que se aplicavam ao local quanto ao futuro, indicam discernimento sobrenatural dado a Daniel pelo Espírito Santo.

A Organização Livro

O livro se divide em duas partes fáceis de distinguir. A primeira (Capítulos 1 a 6) é principalmente histórica. A segunda (Capítulos 7 a 12) tem um cunho profético. Apesar disto o livro constitui uma unidade literária. Para defender tal unidade podem apresentar-se os seguintes argumentos:

• As diferentes partes do livro estão mutuamente relacionadas entre si. Se poderá compreender o uso dos copos do templo no banquete de Belsasar se for levado em conta como chegaram a Babilonia (Daniel 5.3; 1.1-2). No verso 3.12 se faz referência a uma medida administrativa de Nabucodonosor que se descreve no verso 2.49. No verso 9.21 se faz referência a uma visão prévia (Daniel 8.15-16).

• A parte histórica contém uma profecia (Daniel 2) estreitamente relacionada com o tema das profecias que se encontram na última parte do livro (Daniel 7 a 12). O capítulo 7 amplia o tema tratado no capítulo 2. Há também uma relação evidente entre elementos históricos e proféticos. A seção histórica (Daniel 1 a 6) constitui uma narração do trato de Deus com uma nação, Babilônia, e o papel desta no plano divino. Este relato tem o propósito de ilustrar a forma em que Deus trata a todas as nações. A semelhança do que ocorreu com Babilônia, cada um dos impérios mundiais sucessivos que se descrevem graficamente na parte profética do livro, recebeu uma oportunidade de conhecer a vontade divina e de cooperar com ela, e cada um teria de ser medido pela fidelidade com que cumpriu o propósito divino. Desta maneira o surgimento e a queda das nações representadas na parte profético devem compreender-se dentro do marco dos princípios expostos na parte histórica, vistos em ação no caso da Babilônia. Este fato converte às duas seções do livro numa unidade e mostrando o papel desempenhado por cada um dos impérios mundiais.
...

outubro 27, 2008

Jesus não desistiu de você!

...
Na noite em que se preparava para ser sacrifício, o peso dos nossos pecados estava sobre ele, fazendo-o suar sangue e, as suas forças eram geradas pela esperança de um dia te ver limpo.

Quando o traidor o beijou com beijos de traição, ele sonhou, com seus beijos de adoração sendo substituídos por aquele que era amargo e frio.

Quando os sacerdotes o julgavam sem culpa nenhuma, deixou-se ser humilhado, para que um dia ele pudesse ser o teu advogado entre os teus acusadores.

Quando os açoites rasgavam a sua pele imediatamente as dores eram substituídas pela visão de que um dia você seria sarado.

A coroa que rasgou sua pele, era um sinal de que um dia, você abandonaria a sua coroa, ou melhor, a sua vida para segui-lo.

As vestes quando eram arrancadas, quando o seu sangue já seco com o tecido, gerando novas aberturas e, vazamento de sangue, era para mostrar que ele nunca te deixaria faltar nada.

A sua crucificação e, a sua morte, era para te dar vida, para que um dia você pudesse estar perto dele, e ele poder te abraçar e, dizer que valeu a pena tudo, que se possível faria outra vez.

Postado por Ilusão Studio!
http://ilusaostudio.blogspot.com/
.

outubro 26, 2008

A multidão, O seguiu!

...
E, quando se aproximou dos discípulos, viu ao redor deles grande multidão, e alguns escribas que disputavam com eles.” (Marcos 9.14)

Muitos são os relatos de multidões que acompanhavam Jesus em sua peregrinação na terra de Israel, das quais podemos notar várias e significativas divergências de comportamento e de suas necessidades quanto ao Senhor dos milagres, sinais e prodígios.

Destes relatos, podemos distinguir alguns, Marcos 2.4, Lucas 9.11, 18.31, João 11.42, e mais uma série de outras passagens bíblicas que relatam sobre estas multidões que seguiam a Cristo.

Uma multidão que nos dará exemplo de tudo quanto podemos afirmar sobre aqueles que dizem seguir e suas expectativas de receberem as maravilhas Jesus, seria o afirmado por Paulo na primeira epístola aos Coríntios, capítulo 15, quando relata sobre os discípulos e pela multidão que havia sido testemunha da ressurreição de Jesus Cristo, versículo 6 “... foi visto, uma vez, por mais de quinhentos...", porém, não obstante serem testemunha, estes mais de quinhentos, do poder supremo do Deus Todo-Poderoso na ressurreição de Jesus, Seu Filho Amado, posteriormente, encontramos o relato de somente quase cento e vinte discípulos que se encontravam juntos a Pedro (Atos 15.15)...

Muito significativas estas passagens, pois, mais de quinhentos puderam contemplar o Senhor Jesus sendo elevado às alturas, e recebido em uma nuvem, sendo ocultado aos seus olhos (Atos 1.9), e, depois a multidão de discípulos era somente de quase cento e vinte, os quais permaneceram fiéis ao mandamento do Senhor, Lucas 24.49 “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder.”

Estas multidões também não são diferentes nos dias atuais, como por exemplo, recentemente através de nosso blog, realizamos uma enquete já encerrada, da qual participaram um universo de 326 internautas, sobre o seguinte questionamento:

O Que Você Mais Deseja do SENHOR?


E, conforme nos testifica as Sagradas Escrituras, tivemos os resultados relevantes aos ocorridos nos tempos em que o Senhor Jesus realizava o Seu ministério terreno, qual sejam:

PAZ ............................ 67 votos – 20%
PROSPERIDADE ...... 20 votos – 06%
AMOR......................... 97 votos – 29%
REDENÇÃO ............. 74 votos – 22%
HUMILDADE .......... 68 votos – 20%


Podemos notar através desta simples pesquisa que, grande é a multidão que se diz seguir a Jesus Cristo, como nos tempos primórdios, e hoje, lotando templos, esta multidão chamada de ‘evangélicos’, podemos ver algumas semelhanças dos que se dizem seguir a Cristo no decorrer dos anos, milhares e milhares seguem a Cristo para serem servidos por nosso Amado Redentor, em busca de seus benefícios e bênçãos, jamais para servi-Lo, assim, para estes, afirma Paulo: “Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens.” (1Coríntios 15.9), sem nunca deixarmos de afirmar que, são grandes os responsáveis por esta massa de contingente evangélico com suas pregações de auto exaltação, prosperidade material, repreensão as enfermidades, enfim, os evangélicos jamais poderão ficar doentes e pobres.

Sigamos, pois a Jesus Cristo, como verdadeiros discípulos, com um coração voltado à caridade, à humildade, sendo pobre, mas enriquecendo a muitos, sempre nos lembrando que seguir a Cristo carregando a nossa cruz não é tão simples como muitos afirmam ser, atitude esta que podemos confrontar em Marcos, capítulo 14, versículos 27 a 31, onde Pedro e os demais discípulos achavam ser fortes, na véspera da prisão de Jesus:

E disse-lhes Jesus: Todos vós esta noite vos escandalizareis em mim; porque está escrito: Ferirei o pastor, e as ovelhas se dispersarão. Mas, depois que eu houver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galiléia. E disse-lhe Pedro: Ainda que todos se escandalizem, nunca, porém, eu. E disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que hoje, nesta noite, antes que o galo cante duas vezes, três vezes me negarás. Mas ele disse com mais veemência: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo nenhum te negarei. E da mesma maneira diziam todos também.
...

outubro 24, 2008

Dízimos? Ofertando a Deus?

...
As pessoas, principalmente as evangélicas, hoje em dia, ouvem muita coisa a respeito do dízimo. Os pregadores, freqüentemente, citam Malaquias 3:10 para encher os cofres de suas igrejas. Nesta passagem, o profeta de Deus disse:

"Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e provai-me nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós bênção sem medida."

Que texto de pregação poderoso! Mandamento de Deus. Obrigação clara. Teste de fidelidade. Garantia de bênção. Não é surpresa que esta seja uma passagem favorita de muitos pregadores modernos.

Mas estariam estes pregadores tratando corretamente a palavra de Deus (veja 2Timóteo 2:15)? Deus exige nossos dízimos hoje em dia? Deus está prometendo bênçãos materiais abundantes em retribuição? Examinemos estas questões de acordo com a Bíblia para determinar o que Deus realmente quer (veja Atos 17:11).

Deus exige nossos dízimos, hoje em dia?

Não há dúvida que Deus exigiu o dízimo na Bíblia. Mas, para entender sua vontade para os dias de hoje, precisamos examinar as passagens que discutem o dízimo. Pesquisemos brevemente o ensinamento bíblico sobre este assunto.

O dízimo antes da lei de Moisés


Antes que Deus revelasse uma lei escrita a Moisés, para governar os descendentes de Israel, encontramos duas ocasiões quando homens deram ou prometeram dízimos a Deus. Depois do resgate de pessoas e de bens que tinham sido tomados de Sodoma numa guerra, Abraão deu um dízimo a Melquisedeque, o sacerdote de Deus (Gênesis 14:18-20). Mais tarde, Jacó (o neto de Abraão) prometeu devolver a Deus 10% de sua prosperidade (Gênesis 28:22). Estes dízimos parecem ter sido voluntários. Não há registro de qualquer mandamento de Deus a respeito do dízimo antes do tempo de Moisés. Certamente, o dízimo de Abraão não é mais um padrão para hoje na mesma forma que o exemplo de Noé não exige que nós construirmos uma arca hoje em dia. Pela mesma razão que pregadores hoje em dia não têm o direito de exigir que você construa um grande barco, eles não têm base para usar os exemplos de doações de dízimo do livro de Gênesis para exigir que você dê 10% de sua renda a uma igreja.

O dízimo na lei de Moisés

É indiscutivelmente claro que Deus ordenou o dízimo na lei que deu através de Moisés. Muitas passagens mostram essa exigência (por exemplo, Levítico 27:30-33; Números 18:21-32; Deuteronômio 12:1-19; 26:12-15). O dízimo era uma característica da relação especial entre Deus e o povo escolhido de Israel (Deuteronômio 14:22-29). Nenhum estudante da Bíblia pode negar a necessidade do dízimo, sob a lei de Moisés.

Sempre que as pessoas se referem à lei de Moisés, é importante lembrar que Deus deu essa lei aos israelitas, descendentes de Abraão especialmente escolhidos. A manutenção dessa lei era necessária para mostrar que eles eram um povo separado, escolhido (Êxodo 19:1-6; Deuteronômio 26:16- 19). Estes mandamentos a respeito do dízimo foram parte "da lei de Moisés, que o Senhor tinha prescrito a Israel" (Neemias 8:1).

Malaquias viveu no mesmo tempo que Neemias. Ele era um judeu que pregava aos judeus (Malaquias 1:1). Ele viveu sob a lei de Moisés e encorajou outros israelitas a serem obedientes a essa lei (Malaquias 2:4-8, 10; 4:4). Ele usou pensamentos dessa lei para prever as responsabilidades e bênçãos espirituais, ainda por vir, através de um descendente de Abraão, mas não impôs sobre todas as pessoas de todos os tempos a obrigação de dar o dízimo. Qualquer esforço para voltar à lei de Moisés, hoje em dia, é um esforço para reconstruir o muro de separação que Jesus morreu para destruir (Efésios 2:11-16). Certamente, os verdadeiros seguidores de Jesus não quererão anular seu sacrifício só para acumular dinheiro no tesouro de uma igreja!

O dízimo no Novo Testamento

Todas as pessoas agora vivem sob a autoridade de Cristo, como foi revelada no Novo Testamento (Mateus 28:18-20; João 12:48; Atos 17:30- 31). Sua vontade entrou em vigor depois de sua morte (Hebreus 9:16-28). Estes fatos nos ajudarão a entender as passagens do Novo Testamento, a respeito do dízimo.

Durante sua vida, Jesus reconheceu a autoridade da lei de Moisés. Ele era um judeu, nascido sob a lei (Gálatas 4:4) e com a missão de cumprir essa lei (Mateus 5:17-18). Jesus criticou os judeus hipócritas, que negligenciavam outros mandamentos divinos, enquanto zelosamente aplicavam a lei do dízimo (Mateus 23:23; Lucas 11:42; 18:9-14). Jesus não ensinou que a lei do dízimo seria uma parte de sua nova aliança, que entraria em vigor após sua morte.

O livro de Hebreus fala do dízimo, para mostrar a superioridade do sacerdócio de Jesus, quando comparado com o sacerdócio levítico da Velha Lei (Hebreus 7:1-10). Esta passagem não está ordenando o dízimo para hoje em dia. De fato, o mesmo capítulo afirma claramente que Jesus mudou ou revogou a lei de Moisés (Hebreus 7:11-19). O dízimo não é ordenado na lei de Cristo, que é o Novo Testamento.

Que lei se aplica hoje?


Não vivemos sob a lei de Moisés, hoje em dia. Jesus aboliu essa lei por sua morte (Efésios 2:14-15). Estamos mortos para essa lei para que possamos estar vivos para Cristo (Romanos 7:4-7). A lei gravada nas pedras, no Monte Sinai, extinguiu-se e a nova aliança permanece (2Coríntios 3:6-11). A lei funcionou como um tutor para trazer o povo a Cristo, mas não estamos mais sob esse tutor (Gálatas 3:22-25).

Aqueles que desejam estar sob a lei estão abandonando a liberdade em Cristo e retornando à escravidão (Gálatas 4:21-31). As pessoas que voltam a essa lei estão decaindo da graça e se separando de Cristo (Gálatas 5:1-6). Não temos o direito de retornar a essa lei, para obrigar que guardem o sábado, a circuncisão, os sacrifícios de animais, as regras especiais sobre roupas, a pena de morte para os filhos rebeldes, o dízimo e qualquer outro mandamento da lei de Moisés.

Vivemos sob a autoridade de Cristo e temos que encontrar a autoridade na nova aliança que nos deu através de sua morte. Ele é o mediador desta nova aliança (Hebreus 9:15). Seremos julgados por suas palavras (João 12:48-50). Desde que Jesus tem toda a autoridade, temos a responsabilidade de obedecer tudo o que Cristo ordena (Mateus 28:18-20).

O que o Novo Testamento diz a respeito das dádivas?


Jesus, através de Paulo, ensina que as igrejas devem fazer coletas nas quais os cristãos darão de acordo com sua prosperidade (1Coríntios 16:1- 2). Temos que dar com amor, generosidade e alegria, conforme tencionamos em nossos corações (2Coríntios 8:1-12; 9:1-9). Portanto, podemos dar mais do que 10% ou menos do que 10%. Temos que usar nossos recursos financeiros, e todos os outros recursos, no serviço de Deus. Não somos mandados por Deus para darmos uma porcentagem especial.

E a respeito das bênçãos?


Malaquias pregou a uma nação carnal que estava sofrendo as conseqüências carnais do pecado. Ele prometeu bênçãos materiais de Deus para aqueles que se arrependessem de sua desobediência. Não encontramos esta importância material no Novo Testamento. Deus garante aos fiéis que eles não precisam se preocupar com as necessidades da vida (Mateus 6:25-33).

Mas o Novo Testamento não promete luxo, conforto e riquezas. Jesus sofreu nesta vida, e assim seus seguidores sofrerão (Marcos 10:29-30; Lucas 9:57-62). A preocupação com a prosperidade material nos distrai da meta celestial e nos arrasta à idolatria da cobiça (Colossenses 3:1-5). Tais motivos não têm nenhum lugar entre os cidadãos do reino de Deus.

Destorcendo Malaquias 3:10

Aqueles que citam Malaquias 3:10 para exigir o dízimo, e prometem prosperidade material, estão destorcendo a palavra de Deus. Eles estão enchendo os tesouros das igrejas ao desviarem a atenção de seus seguidores das coisas espirituais para darem atenção às posses materiais. Pedro advertiu sobre tais mestres: "Também, movidos pela avareza, farão comércio de vós, com palavras fictícias; para eles o juízo lavrado há longo tempo não tarda, e a sua destruição não dorme" (2Pedro 2:3).

Mirando a meta celestial

Deus oferece uma coisa muito melhor aos seus seguidores: um prêmio eterno no céu. Paulo nos desafia a mirar essa meta: "Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as cousas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas cousas lá do alto, mas não nas que são da terra" (Colossenses 3:1-2).
...

outubro 23, 2008

Santificação!

...
Através de toda a Bíblia, a santificação tem sido um elemento essencial na relação entre Deus e seu povo. Esta qualidade de ser separado do pecado é uma característica fundamental da santidade de Deus, que tem que ser desenvolvida como parte do caráter de seus filhos. Depois de observar brevemente a importância da santificação através de toda a Bíblia, consideraremos as implicações de um texto desafiador na segunda carta de Paulo aos cristãos em Corinto.

Desde a criação, Deus quis um povo santo. Ele desejou uma comunhão especial com os homens que fossem capazes de andar com Ele e falar com Ele numa união especial. Mas a própria natureza de Deus estabelece limites para tal associação. Seu caráter santo não pode permitir ser contaminado pelo pecado e pela corrupção. Os homens só podem estar na sua presença se forem puros.

Adão e Eva andavam no mesmo jardim que Deus, e falavam com Ele. Mas logo pecaram e perderam esta convivência especial. Foram expulsos do jardim do Éden ¬separados de Deus¬ o que foi a morte espiritual que Deus havia prometido como conseqüência do pecado (Gênesis 2.17; 3.23-24). Povo sem santidade não podia permanecer na presença do santo Deus.

Depois que gerações de pecadores morreram num mundo corrompido, Deus escolheu os descendentes de Abraão para serem um povo santo. Ele os separou da má influência dos senhores egípcios e preparou uma terra onde poderiam habitar livres da corrupção dos povos idólatras. Ele até mesmo lhes deu uma lei especial, que ressaltava a distinção entre o puro e o impuro. Deus explicou a necessidade da pureza deles quando lhes deu essa lei:

"Porque eu sou o Senhor, vosso Deus; portanto, vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo. . . Eu sou o Senhor, que vos faço subir da terra do Egito, para que eu seja vosso Deus; portanto, vós sereis santos, porque eu sou santo" (Levítico 11.44-45).

Contudo, o povo que Deus havia selecionado excepcionalmente e resgatado não permaneceu santo. Os israelitas repetidamente exibiram seu pecado aos olhos de Deus. Ele às vezes avisou que poderia entrar no meio da congregação pecaminosa e destruir o povo (Êxodo 33.5; Números 16.44-45). Por quê? Simplesmente porque não pode haver comunhão entre a santidade de Deus e a impureza do homem. O homem tem que ser purificado, ou morrerá (veja Isaías 6.1-7).

Deus ainda quer um povo santo, e providenciou, através de Cristo, o meio de purificar os pecadores para servirem-No. Os cristãos são o povo santo de Deus (1Pedro 2.5,9). Aqueles que se dizem ser seguidores de Jesus deverão conduzir-se como um povo santificado e purificado da impureza do mundo.

A igreja em Corinto estava rodeada de imoralidade e falsa religião. Os cristãos eram freqüentemente tentados a voltar às más práticas do mundo. Paulo entendeu esta tentação quando lhes escreveu cartas de encorajamento. Consideremos seu ensinamento em 2Coríntios 6.14 – 7.1.

Paulo ensinou que o pecado não tem lugar na vida do cristão. Nos versículos 14 e 15 ele disse:

"Não vos ponhais em jugo desigual com os infiéis; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e Belial? Ou que união, do crente com o incrédulo?"

Encontramos nestes versículos uma lista de coisas que são totalmente opostas. Paulo não encoraja a nenhum tipo de compromisso. Ele não nos diz que um pouco de mal pode coexistir com a justiça. Em vez disso, mostra que não pode haver nenhuma tolerância do pecado na vida de um cristão. Os cristãos pecam (1João 1:8,10), mas temos que admitir esses erros e procurar o perdão de Deus para manter a comunhão com Ele (1João 1:9; 2:1).

Certas religiões e filosofias orientais ensinam que o bem tem que ser contrabalançado pelo mal e que cada bem é manchado por alguma quantidade de mal. Tais idéias contradizem frontalmente o ensinamento da Bíblia. Bem e mal são distintos e não podem existir em harmonia. Os discípulos de Cristo não podem comprometer-se com o erro.

Esta santificação é baseada em nossa relação com Deus. Paulo continuou nos versículos 16 a 18 a dizer que a base para esta santificação é nossa relação com Deus. Nestes versículos, ele usa a linguagem das passagens do Velho Testamento para mostrar que Deus ainda deseja um povo santo:

"Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos? Porque nós somos santuário do Deus vivente, como ele próprio disse: Habitarei e andarei entre eles; serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em cousas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso."

O desejo básico de Deus permanece inalterado. Ele quer ter íntima comunhão com seu povo santo. Mas um Deus puro não pode ter amizade com pecado; portanto, temos que separar-nos do mal e da impureza. Mas, para que não vejamos isto como uma tarefa desagradável de renúncia, teremos que nos lembrar do grande privilégio que é descrito aqui, especialmente no versículo 18. O Deus Todo-poderoso do universo, nosso grande Criador e Redentor, quer ser nosso Pai.

Os cristãos têm imenso privilégio de serem chamados filhos e filhas do próprio Deus!
...

outubro 22, 2008

Conhecendo a Bíblia - 25ª parte - Ezequiel

...
EZEQUIEL

"e sabereis que Eu Sou o SENHOR"

O autor, cujo nome significa “Deus fortalece”. É identificado como “Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote” (1.3). Ele era, provavelmente, um membro de uma família sacerdotal, que se tornaram importantes durante as reformas de Josias (621 aC), foi treinado para o sacerdócio durante o reinado de Joaquim, foi deportado para a Babilônia (1.1; 33.21; 40.1) em 597 aC e estabeleceu-se em Tel–Abibe, situada no canal do rio Quebar, perto de Nipur (1.1). Seu ministério coincidiu brevemente ao de Jeremias.

O chamado de Ezequiel veio em 593 aC, o quinto ano do reinado de Joaquim, durante o exílio em Babilônia. A última data dada por oráculo (29.17) é, provavelmente, 571 aC, fazendo de seu ministério cerca de vinte anos de duração. A morte de sua esposa ocorreu ao mesmo tempo da destruição de Jerusalém, em 587 aC (24.1,15-17). Exilado por ocasião do segundo cerco de Jerusalém, por volta de sua iminente e completa destruição, incluído a partida da presença de Deus. Partes foram também, aparentemente escritas após a destruição de Jerusalém.

Note 40:1. Ezequiel profetizou 25 anos depois do seu cativeiro e 14 anos depois da conquista de Jerusalém. Jerusalém foi conquistada no ano 587 aC. Ele começou seu ministério na Babilônia no quinto ano do cativeiro de Jeoaquim. 1:1-2. Esta deportação é relatada em 2Reis 24:11-18. Por isso, podemos saber que ele tinha estado na Babilônia onze anos antes da queda de Jerusalém.

1:1 fala da idade de Ezequiel ou que o ministério dele começou com o reinado de Nabopolassar (pai de Nabucodonosor). Nabopolassar reinou dezenove anos, o último rei de Judá (Zedequias) reinou onze anos, isso faz o total de trinta anos. Provavelmente está falando a idade de Ezequiel quando começou seu ministério.
Obadias e Jeremias vivem, também, neste mesmo período.

Tem formas mais ousadas e estranhas de revelações do que qualquer outro livro profético do Velho Testamento. Por isso, difícil são as suas interpretações. Correspondia à última parte de 2Crônicas.

A personalidade de Ezequiel reflete uma força mística. As proximidades de seu contato com o Espírito, suas visões e a freqüência com a qual a palavra do Senhor vinha até ele, fornecem uma conexão entre os profetas extáticos mais antigos e os profetas e escritores clássicos. Suas experiências espirituais também anteciparam a atividade do Espírito Santo no Novo Testamento. A ele adequadamente pertence o título de “carismático”.

A mensagem de Ezequiel foi endereçada ao resto dos pervertidos de Judá exilados na Babilônia. A responsabilidade moral do indivíduo é um tema de primeira importância em sua mensagem. A responsabilidade coletiva não mais resguarda o indivíduo. Cada um deve aceitar uma responsabilidade pessoal pela desgraça da nação. Cada um é responsável pelo seu pecado individual (18.24). Foi o peso do pecado acumulado de cada indivíduo que contribui para o rompimento do concerto de Deus com Israel, e cada qual leva uma porção da culpa pelo julgamento que resultou no exílio.

O livro está facilmente dividido em três seções: o julgamento de Judá (4-24), o julgamento das nações pagãs (25-32) e as futuras bênçãos pelo concerto de Deus com o povo (33-48).

Jeremias falou de figos bons e de figos ruins em Jeremias 24. Isso fala dos judeus (figos bons) que foram levados para a Babilônia e dos judeus (figos ruins) que ficaram na terra depois da primeira deportação. Os judeus mais nobres e educados (os figos bons, inclusive Ezequiel e Daniel) foram levados para a Babilônia. Os judeus mais humildes (figos ruins) foram deixados na terra de Judá. Os figos ruins acharam que os babilônicos não iam voltar para destruir Jerusalém. Os figos bons acharam a mesma coisa. Todos dois estavam enganados.

Ezequiel profetizou na Babilônia no meio dos exilados antes da queda de Jerusalém. Por isso, os primeiros 24 capítulos falam muito sobre o juízo iminente de Deus sobre Jerusalém. Dois temas teológicos agem como um equilíbrio no pensamento do profeta.
Na doutrina do homem em Ezequiel, ele colocou a ênfase no dever pessoal (18.4: “a alma que pecar, essa morrerá”). Por outro lado, ele enfatizou a graça divina no renascimento da nação. O arrependimento do remanescente fiel entre os exilados resultaria na recriação de Israel a partir dos ossos secos (37.11-14). O divino Espírito os estimularia a uma nova vida. Por essa ênfase no Espírito Santo na regeneração, Ezequiel antecipava a doutrina do Novo Testamento do Espírito Santo, especialmente no Evangelho de João.

Quer a revelação profética seja apresentada simbolicamente em visões, sinais, ações de parábolas ou em fala humana, Ezequiel reivindica por eles o poder e a autoridade do Espírito Santo. Além disso, há inúmeras referências ao Espírito de Deus no livro. Alguém pode quase que caracterizar o Livro de Ezequiel como “os Atos do Espírito Santo” no Antigo Testamento. Várias dessas referências merecem uma atenção em especial.

Em 11.5, o profeta afirma autobiograficamente que o Espírito do Senhor “caiu” sobre ele e lhe “disse”. O oráculo que segue é, desse modo, a Palavra de Deus nas palavras de Ezequiel, inspirado pelo Espírito Santo. O mesmo (11.24) apresenta o Espírito como ativo em uma visão: “Depois, o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldéia, para os do cativeiro.”

Talvez a situação melhor conhecida da atividade do Espírito esteja no cap. 37, a visão do vale dos ossos secos: “Veio sobre mim a mão do Senhor; e o Senhor me levou em Espírito, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos...”(v.1) A visão subseqüente relata o renascimento espiritual do restante do ovo que estava, até então, no exílio.

Um aspecto final da ação do Espírito na vida do profeta é achado em 36.26: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo.” Não é somente um ato externo do Espírito o “cair sobre” alguém, mas também a profetizada experiência subjetiva da presença do Espírito dentro, tal como Ezequiel inigualavelmente experimentou quando o Espírito “entrou” nele (2.2). Ezequiel antecipou a experiência do concerto do “novo nascimento”, o qual seria dado pelo Espírito.
...

outubro 12, 2008

Conhecendo a Bíblia - 24ª parte - Lamentações de Jeremias

...
LAMENTAÇÕES DE JEREMIAS

Os Sofrimentos de Jerusalém em 586 a.C.

Como era o costume, os judeus usavam a primeira palavra do livro como seu título, e isso originalmente ficou conhecido como “ekah", “como!”. Essa palavra era comumente usada para significar “Ai!”, compara com seu uso em 2.1; 4.1; Isaías 1.21. Alguns também de referiam ao livro como "qinot" ou “lamentações”, e é assim que chegamos ao títulos que usamos.

O autor não é mencionado, mas tradições que vêm de muito antes de Cristo sustentam que Jeremias o tenha escrito. Existe muitas semelhanças entre os textos de Lamentações e Jeremias.
cr
Descreve a angústia que o pecado traz, em cinco lamentações. O crente tem, neste livro, a linguagem da sua própria confissão: auto-humilhação e invocação para perdão.

O povo de Judá foi capaz de pensar que eles eram a única raça escolhida por Deus.

Como tal, eles sentiram que poderiam sempre experimentar boas coisas. Deus tinha feito um concerto de bênçãos com eles, mas isto tudo era condicional. Uma descarada desobediência poderia significar que os bons aspectos das bênçãos poderiam ser substituídos por um castigo. O cumprimento das promessas de bênção podiam sempre pular algumas gerações de israelitas que eram desobedientes.

Os Livros de 2Reis e 2Crônicas descrevem o declínio moral do Reino de Judá (apesar das advertências proféticas), que conduzia à derrota e ao cativeiro (ver 2.17). Quando o rei Zedequias se rebelou contra os babilônios, aos quais o povo de Judá ficou sujeito. Nabucodonosor atacou Jerusalém (2Reis 24.20). Enquanto ele estava sitiando a cidade, o povo que estava dentro da cidade estava faminto. Quanto eles romperam o muro, Zedequias e os soldados procuraram fugir (2Reis 25.4). Mas eles logo foram levados cativos. Nubuzaradã, capitão da guarda de Nabucodonosor, destruiu a maior parte de Jerusalém, queimou o templo e levou a todos, exceto as pessoas mais pobres, para o exílio (2Reis 25.8-12).

Além disso, o livro está escrito em forma de acróstico. Isso quer dizer segundo o alfabeto hebraico. O alfabeto hebraico tem 22 letras. Todos os capítulos do livro têm 22 versículos menos do que capítulo 3. Cada versículo começa com uma letra do alfabeto hebraico sucessivamente, começando com a primeira e indo até a última letra. Capítulo 3 está escrito do mesmo jeito com uma diferença. Capítulo 3 está escrito em forma de acróstico também, mas em tercetos.

É um poema quíntuplo. Isso quer dizer que é um poema em cinco partes. Cada capítulo é uma parte do poema. Não são partes distintas ou desconectadas, mas ligadas e formam um poema só. Note que capítulos 1 e 5 são correspondentes, também capítulos 2 e 4 são correspondentes, e capítulo 3 fica só.

Os poemas deste livro parecem ter sido compostos durante e após o tempo no qual tudo isso estava acontecendo. Esses poemas se tornam especialmente penetrantes quando contratam as antigas bênçãos e forças de Judá com o caos e o sofrimento que seu pecado havia levado sobre si. O povo escolhido e protegido tinha perdido tudo e estava numa situação de desesperança. Tudo que tinha significado para esse povo havia sido destruído. Mas os poemas também descrevem o ministério de Jeremias, mandado novamente como profeta para falar a respeito das circunstâncias modificadas do povo de Deus. Ele ajudou o povo a dar a expressão necessária para as suas aflições e também deu conforto para ele. Ele também os ajudou a pensar a respeito da mão de Deus sobre eles em forma de castigo e ajudou para se submetessem penitentemente ao julgamento que eles mereceram até que isso tivesse passado (3.28-33) Somente após uma completa humilhação é que o povo estaria em condições de pensar sobre uma restauração.

Temas

As lamentações caracterizam seis temas principais, todos relacionados com o conceito de sofrimento:

O sofrimento deles era o resultado do seu pecado. Esse forte tema é visto em cada capítulo (como em 1.5; 2.14; 3.42; 4.13; 5.16). No tempo em que foram escritos, isso era obviamente aceito. Até mesmo os babilônios reconheceram o fato (Jeremias 40.3). Eles sabiam que o seu sofrimento não havia vindo sobre eles por acaso. Ele foi devido à ira de Deus provocada por seu pecado (2.1). Ele estava lidando com a situação espiritual deles, e eles tinham de sentir isso de modo pessoal.

O sofrimento deles era visto como se causado por Deus e não por seres humanos.

O sofrimento deles poderia conduzi-los a Deus. O profeta está constantemente consciente de Deus, dos seus propósitos e do relacionamento de Deus com seu povo. Aqui não há indicação de que o sofrimento seja resultado de um total abandono de Deus ou de uma erradicação dos seus princípios da mente deles.

Sofrimento, lágrimas e oração devem andar juntos. Eles foram encorajados a abrir seu coração a Deus, chorar diante dEle e contar a Ele todos os detalhes de sua dor, mágoa e frustração. Cada capítulo, exceto o 4º, termina com uma oração.

A oração deve ser sempre feita buscando algum fio de esperança. A oração nunca deve ser derrotada pela aflição. Após detalhadas descrições de sofrimento e aflição, nos primeiros dois capítulos e meio, uma nova compreensão parece surgir em 3.21-24. Aqui, fala acerca da esperança e, também, da misericórdia, compaixão e fidelidade de Deus. Isso era uma prova de que uma manifestação da disciplina de Deus não significava que o seu amor havia cessado. Quando a disciplina tivesse atingido seu propósito, as circunstâncias mudariam (3.31,32). Deus pode ter usado a Babilônia, mas isso não significava que os babilônios eram seus eleitos ou que era a favor de seus métodos cruéis (3.34-36). O futuro continha uma vindicação de Israel sobre seus inimigos (3.26-32).

A responsabilidade deles era de submeter pacientemente aos seus sofrimentos. As suas aflições tinham de ser aceitas com paciência, com a consciência de que isto iria terminar quando a vontade de Deus tivesse sido cumprida (3.26-32).

A aflição divina sobre o pecado de Israel (2.1-6) nos lembra que o Espírito Santo é, freqüentemente, entristecido pelo nosso comportamento (Isaías 63.10). O arrependimento é também uma manifestação da obra do Espírito Santo entre o povo de Deus (3.40-42; João 16.7-11).
...

outubro 05, 2008

Salvação em Jesus Cristo!

...
E, como aos homens está ordenado morrerem uma vez, vindo depois disso o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma vez para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação.” (Hebreus 9.27,28)

Meus irmãos, estarão os dirigentes das igrejas preocupados com a salvação de almas em Jesus Cristo ou em ensinar somente a prosperar bens materiais?

Estarão preocupados em ensinar a doutrina da salvação (Provérbios 4.2 “Pois dou-vos boa doutrina; não deixeis a minha lei”) ou a ensinar a doutrina das igrejas que eles dirigem (Colossenses 2.22 “As quais coisas todas perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos homens”)?

Na verdade sei que assim é; porque, como se justificaria o homem para com Deus?” (Jó 9.2)

Meus amados, nosso Senhor Jesus Cristo nos ensina há examinar a Lei de Deus (a Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras, a Bíblia) para não errarmos o caminho que nos leva a salvação de nossas almas da ira vindoura, “Buscai no livro do SENHOR, e lede; nenhuma destas coisas faltará... porque a minha boca tem ordenado...” (Isaías 34.16), como nos tempos de Noé, em que o Todo Poderoso pelo zelo da sua ira mandou o dilúvio o sobre a humanidade, onde pereceram os que não entraram nos caminhos do SENHOR, pois a maldade do homem se multiplicara, “E viu o SENHOR que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra e que toda a imaginação dos pensamentos de seu coração era só má continuamente. Então arrependeu-se o SENHOR de haver feito o homem sobre a terra e pesou-lhe em seu coração.” (Gênesis 6.5,6), e, os homens deste tempo presente não estão nem um pouco distante das atitudes dos de outrora...

Não vos deixem enganar com as vãs palavras dos atuais dirigentes, pela vã filosofia, onde afirmam que tudo é moderno, tudo é normal, tudo agora é atual, dizem que seguir a Bíblia é perca de tempo, que a Lei da Bíblia é coisa para o passado! “E digo isto, para que ninguém vos engane com palavras persuasivas... Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;” (Colossenses 2.4,8).

Nada é moderno nem atual para com Deus, nem passado, nem presente, nem futuro, a Palavra de Deus subsiste para todo o sempre! Não existe passado para o SENHOR! “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.” (Hebreus 13.8).

Portanto, estejamos vigilantes e firmes em todo o tempo, buscando a Jesus Cristo para salvação de nossas almas; em verdade o Senhor Jesus quer que tenhamos um coração puro, humilde e fiel ao nosso Deus; mas não quer só o coração, mas todo o nosso ser: espírito, alma e corpo, em oblação de amor; devemos estar servindo ao Senhor Criador dos céus e da terra, “Ou não sabeis que o vosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Coríntios 6.19)
...

outubro 04, 2008

Conhecendo a Bíblia - 23ª parte - Jeremias

...
JEREMIAS

Jeremias, filho de Hilquias (sacerdote), foi um profeta da cidade levita de Anatote e talvez tenha sido descendente de Abiatar. O significado do seu nome é incerto, mas “O SENHOR exalta” e “O Senhor lança” são possibilidades. Isso fala da esperança dos pais de Jeremias que ia aliviar a condição espiritual de Judá durante o reinado de Manassés. Jeremias nasceu quando Manassés era rei de Judá. A vida pessoal desse profeta é mais conhecida do que a de qualquer outro profeta do Antigo Testamento porque ele nos deixou muitas marcas de seus pensamentos, preocupações e frustrações. Jeremias não casou, porque Deus proibiu, 16:1-4. Porque? Por que recebeu a ordem de não se casar ou ter filhos por causa do sofrimento que vinha sobre Judá, para ilustrar a sua mensagem: o julgamento era iminente, e a próxima geração seria exterminada.

Era homem sincero, compassivo, humilde, rígido quanto à mensagem, tímido, apreensivo (1:4-10), fiel a Deus, adverso à publicidade, empatia honesta, sentiu a palavra que pregou, perseverante e persistente (mesmo sem esperança). Até quando estava na prisão ficou fiel (37:15-21, 38:1-6, 13). Ele preferia pregar amor e paz, mas tinha que pregar castigo e queda. Jeremias teve uma vida muito solitária, mas era necessária. Observe a atitude de Nabucodonosor a respeito dele (39:11-14).

Seu companheiro e amigo, era o seu escriba Baruque. Jeremias tinha poucos amigos além dele. Ao que parece, são qualificados como amigos apenas Aicão, Gedalias, filho de Aicão e Ebede-Meleque. Isso de deve em parte por causa da mensagem de ruína proclamada por ele, uma mensagem contrária à esperança do povo e que incluía um sugestão de rendição aos babilônios. Apesar dessa mensagem de ruína, da sua severa repreensão aos líderes e do desprezo pela idolatria, o seu coração doía pelo povo, pois sabia que a salvação de Israel não esta desassociada da fé em Deus e de um relacionamento de aliança correto, expresso pela obediência.

Jeremias profetizou a Judá durante os reinados de Josias, Jeoaquim, Jeconias e Zedequias. O seu chamado é datado de 626 aC, e o seu ministério continuou até pouco tempo depois da queda de Jerusalém, em 586 aC. O profeta Sofonias precedeu ligeiramente a Jeremias e Naum, Habacuque e Obadias forma contemporâneos seus. Ezequiel foi um contemporâneo mais jovem, profetizando na Babilônia de 593 aC a 571 aC.

Jeremias iniciou seu ministério no reinado de Josias, um rei bom que adiou temporariamente o juízo de Deus prometido por causa do governo terrível de Manassés. Os acontecimentos estavam mudando rapidamente o Oriente Próximo. Josias tinha iniciado uma reforma, a qual incluía a destruição dos lugares altos pagãos em Judá e Samaria. Entretanto, a reforma teve um efeito pouco duradouro sobre o povo. Assurbanipal, o último grande rei assírio, morreu em 627 aC. A Assíria estava enfraquecendo, e Josias expandindo o seu território para o norte. A Babilônia, sob o domínio de Nabopolasar, e o Egito, sob Neco, estavam tentando sustentar sua autoridade sobre Judá.

Em 609 aC, Josias foi morto em Megido ao tentar impedir o Faraó Neco de ir contra o que restava da Assíria. Três filhos de Josias (Joacaz, Jeoaquim e Zedequias) e um neto (Joaquim) sucederam-no no trono. Jeremias viu a insensatez da linha de ação política desses reis e alertou-os sobre os planos de Deus para Judá, mas nenhum deles deu atenção à advertência. Jeoaquim foi abertamente hostil a Jeremias e destruiu um rolo enviado a ele, cortando-o em algumas colunas e jogando-as no fogo. Zedequias foi um governante fraco e vacilante, buscando às vezes os conselhos de Jeremias, outras vezes permitindo que os inimigos de Jeremias o maltratassem e o aprisionassem.

O livro consiste principalmente em uma breve introdução (1.1-3), uma coleção de oráculos contra Judá e Jerusalém, que Jeremias ditou ao seu escriba Baruque (1.4-20.18), oráculos contra nações estrangeiras (25.15-38; caps 46-51), acontecimentos sobre Jeremias escritos em terceira pessoa, provavelmente por Baruque (caps 26-45), e um apêndice histórico (cap 52), que é quase idêntico a 2Reis 24-25. As profecias do livro não estão em ordem cronológica.

Jeremias tinha um coração compassivo para com o seu povo e orou por ele mesmo quando o Senhor lhe disse que não fizesse isso. Ainda assim, condenou os governantes, os sacerdotes e os falsos profetas por levar o povo à perdição. Atacou também o povo por sua idolatria e proclamou um juízo severo a menos que o povo se arrependesse. Conhecendo as intenções de Deus, defendeu a rendição à Babilônia e escreveu aos que já estavam no exílio para que se estabelecessem e vivessem suas vidas normalmente.

Foi estigmatizado por muitos como traidor por causa da sua pregação. Entretanto, Jeremias tinha em seu coração o melhor para o povo. Sabia que a nação seria destruída caso a aliança de Deus não fosse honrada. Mas Deus também se interessava pelos indivíduos e seu relacionamento para com ele. Como Ezequiel, Jeremias enfatizou a responsabilidade individual.

Jeremias era apenas um jovem quando foi chamado para carregar uma severa mensagem de ruína ao seu povo. Tentou evitar essa tarefa, mas foi incapaz de permanecer calado. O povo tornara-se tão corrupto sob Manassés que Deus resolveu dar um fim à nação.

Derrotado e levado ao exílio, o povo iria refletir sobre o que lhe acontecera e por quê. E depois do castigo e arrependimento apropriados, Deus traria uma remanescente de volta a Judá, puniria as nações que os havia punido e cumpriria a sua antiga aliança com Israel, Davi e os levitas. E ainda lhes daria uma nova aliança e escreveria a sua lei em seus corações. O trono de Davi seria novamente estabelecido, e sacerdotes fiéis serviriam ao povo.

Os oráculos contra as nações estrangeiras ilustram a soberania de Deus sobre todo o mundo. Todas as nações Lhe pertencem e todas Lhe devem por sua conduta.
Através de sua ação e atitude, Jeremias retrata um estilo de vida similar ao de Cristo e, por esta razão, pode ser considerado um tipo de Cristo no Antigo Testamento. Ele demonstrou grande compaixão pelo seu povo e chorou por ele. Sofreu muito nas mãos do povo, mas perdoou. Diversas passagens de Jeremias são aludidas por Jesus em seu ensino: “é, pois, esta casa, que se chama pelo meu nome, um caverna de salteadores aos vossos olhos?” (7.11; Mateus 21.13); “que tendes olhos e não vedes, que tendes ouvido e não ouvis” (5.21; Marcos 8.18); “achareis descanso para a vossa alma” (6.16; Mateus 11.29); “ovelhas perdidas forma o meu povo” (50.6; Mateus 10.6).

Um símbolo do Espírito Santo é o fogo. Deus assegurou a Jeremias: “converterei as minhas palavras na tua boca em fogo” (5.14). Em certo momento, Jeremias quis parar de mencionar a Deus, mas “isso foi no meu coração como fogo ardente, encerrado nos meus ossos; e estou fatigado de sofrer e não posso” (20.9). Hoje, chamaríamos a isso a obra do Espírito Santo em Jeremias.

Além do trabalho normal de inspirar o profeta e revelar-lhe a mensagem de Deus, também é o Espírito Santo quem cumpre a promessa do novo concerto que irá colocar a lei de Deus na mente de seu povo e escrevê-la no seu coração.
...

outubro 03, 2008

Como igreja, o que devemos fazer nesta presente época?

...
Antes de responder ao questionamento, vamos meditar e examinar as Sagradas Escrituras, onde nosso amado irmão Paulo, inspirado pelo Espírito Santo do Senhor, nos afirma profeticamente, “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos.” (2timóteo 3.1).

Eis os tempos trabalhosos!

Por todos os lados que caminhamos vamos nos deparar com os que se dizem “evangélicos”, que o seu melhor significado seria pseudo-cristão, homens, mulheres carregando Bíblias, freqüentando salões, sem saber qual o significado verdadeiro e vicário da morte de Jesus, nem tão pouco sabem que ‘fomos resgatados da nossa vã maneira de viver pelo precioso sangue de Cristo’, bem como não tendo interesse em saber qual a real missão de Jesus quando se fez carne.

Então há uma outra e semelhante pergunta que devemos ter constantemente em nossos corações, vigiando e orando a todo instante, qual seja: Estou realmente sendo merecedor do amor infinito de Deus? Infelizmente, ou miseravelmente, muitos e milhares amam mais as suas igrejas (denominações, bandeiras, placas) do que ao próprio Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador, "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tudas forças; este é o primeiro mandamento." (Marcos 12.30).

Nosso Deus, desde a fundação do mundo, preparou o Reino para o possuirmos por herança, para que onde Jesus estiver, também nós estejamos com Ele, para que vejamos a sua glória que o Pai lhe deu; porque Deus O amou antes da fundação do mundo. E, este mesmo Deus nos amou, "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna." (João 3.16), e nós O temos amado? "Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele." (João 14.21).

Neste século, neste tempo, podemos contemplar a Palavra de Deus se cumprindo dentro das igrejas protestantes, "E, por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará." (Mateus 24.12). E, este amor não é para com o próximo, para com o irmão, é sim o amor para com Deus. Milhares e milhares estão lotando galpões, templos, estádios, ginásios, atrás de satisfação pessoal, atrás de uma paz momentânea, participam de "cultos", professam receber amor e paz, mas não conhecem nem a pessoa que está ao seu lado naquele momento de êxtase, um êxtase frenético, mas o amor a Deus... "Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído;" (Isaías 29.13). A Palavra de Deus já nos afirma que este temor "foi instruído", ou seja, é "feito de cor", decorado, não há amor, "E eles vêm a ti, como o povo costumava vir, e se assentam diante de ti, como meu povo, e ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra; pois lisonjeiam com a sua boca, mas o seu coração segue a sua avareza. E eis que tu és para eles como uma canção de amores, de quem tem voz suave, e que bem tange; porque ouvem as tuas palavras, mas não as põem por obra." (Ezequiel 33.31,32).

Há show "evangélico" para todo lado, cantoria de tudo quanto é maneira, música gospel e/ou música evangélica, guitarras distorcidas, baterias, danças, barulho e mais barulho, porém não é o louvor que o Senhor requer do homem nem tão pouco o real louvor que o Senhor mereça, estão fazendo ruído e não louvor espiritual, esta "bagunça evangélica" não agrada a Deus, caso contrário o Senhor não afirmaria "Eis que os meus servos exultarão pela alegria de coração, mas vós gritareis pela tristeza de coração; e uivareis pelo quebrantamento de espírito." e outra vez diz "Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias dos teus instrumentos." (Isaías 65.14, Amós 5.23).

Onde está o verdadeiro louvor a Deus? Onde está a verdadeira honra de Deus? "O filho honra o pai, e o servo o seu senhor; se eu sou Pai, onde está a minha honra? E, se eu sou Senhor, onde está o meu temor? diz o Senhor dos Exércitos a vós, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome. E vós dizeis: Em que nós temos desprezado o teu nome?" (Malaquias 1.6).

Jesus chamou esta geração de "incrédula e perversa!", "Porquanto dizeis: Fizemos aliança com a morte, e com o inferno fizemos acordo; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos." (Isaías 28.15), eis aí a falsidade dos louvores, a falsidade dos cultos, a falsidade da santificação ao Senhor, a falsidade espiritual, os falsos pastores, doutrinas falsas da prosperidade, doutrinas falsas da modernidade, rebeldia dos "evangélicos", rebeldia na compostura da vida cotidiana. Há dentro destas pseudo-igrejas, templos profanos, dirigidos por “homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons, Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. Porque deste número são os que se introduzem pelas casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de pecados, levadas de várias concupiscências; Que aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento da verdade.” 2Timóteo 3.2-7.

Mas aqueles que "confiam no Senhor", que entregam seus caminhos a Deus, que desejam um dia contemplar a "beleza da santidade do Senhor", ver Salmo 15, busca oferecer a Deus um sacrifício de júbilo, aliás, não me venham com esta conversa de que Jesus disse que não queria nenhum sacrifícios, que seria tudo fácil, pois o mesmo Senhor e Mestre nos requer que 'apresentemos os nossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o nosso culto racional, e que não devemos conformar com as coisas deste mundo, mas sejamos transformados pela renovação do nosso entendimento, para que experimentemos qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus', Romanos 12.1,2. Não devemos esquecer que para entrar no Reino do Deus é necessário empregar força (ver Lucas 16.14-17), e esta força é a força de vontade de negar a si mesmo, o sacrifício de negar as paixões do mundo, os vícios da carne, as vaidades, a avareza, a vestimenta sensual, tudo o que fazíamos quando éramos ignorantes na fé.

Há que se entender que o Senhor é Soberano, e todo aquele que deseja um dia estar na glória contemplando o Cordeiro de Deus, "E virei-me para ver quem falava comigo. E, virando-me, vi sete castiçais de ouro; E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de uma roupa comprida, e cingido pelos peitos com um cinto de ouro. E a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve, e os seus olhos como chama de fogo; E os seus pés, semelhantes a latão reluzente, como se tivessem sido refinados numa fornalha, e a sua voz como a voz de muitas águas. E ele tinha na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois fios; e o seu rosto era como o sol, quando na sua força resplandece. E eu, quando vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; Eu sou o primeiro e o último; E o que vive e fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém. E tenho as chaves da morte e do inferno." (Apocalipse 1.12-18), deve-se oferecer por completo a Deus, o Senhor não quer nos dividir com o mundo (ver Mateus 6.24-34), devemos nos oferecer como Jesus se ofereceu a nós, até a morte, devemos morrer para as coisas da carne, morrer para o mundo, e nos entregarmos a Deus por completo, chega desta história de que Deus quer só o coração, Deus requer do homem a tricotomia, "E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." (1Tessalonicenses 5. 23).

Façamos tudo quanto estiver ao nosso alcance, entreguemos nos a Deus, façamos a sua Soberana Vontade, e se assim fizermos, não nos gloriemos, pois "Assim também vós, quando fizerdes tudo o que vos for mandado, dizei: Somos servos inúteis, porque fizemos somente o que devíamos fazer." (Lucas 17.10), sabemos que nada somos e de nós mesmos nada poderíamos oferecer ao Senhor, "Porque quem sou eu, e quem é o meu povo, para que pudéssemos oferecer voluntariamente coisas semelhantes? Porque tudo vem de ti, e do que é teu to damos." (1Crônicas 29.14), ainda, "Porque dEle e por Ele, e para Ele, são todas as coisas; glória, pois, a Ele eternamente. Amém." (Romanos 11.36).

Exultemos no Amor de Deus Pai e "Como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para que fôssemos santos e irrepreensíveis diante dele em amor;" (Efésios 1.4) para que "A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração " (Colossenses 3.16).

Roguemos a Deus de todo o nosso coração pelo Seu avivamento a igreja nessa presente época, “Ouvi, Senhor, a tua palavra, e temi; aviva, ó Senhor, a tua obra no meio dos anos, no meio dos anos faze-a conhecida; na tua ira lembra-te da misericórdia.” (Habacuque 3.2), e outra vez, “Eis que tenho desejado os teus preceitos; vivifica-me na tua justiça. Muitas são, ó Senhor, as tuas misericórdias; vivifica-me segundo os teus juízos. Muitos são os meus perseguidores e os meus inimigos; mas não me desvio dos teus testemunhos. Vi os transgressores, e me afligi, porque não observam a tua palavra. Considera como amo os teus preceitos; vivifica-me, ó Senhor, segundo a tua benignidade.” (Salmo 119.40,156-159).

Ao único Deus sábio, Salvador nosso, seja glória e majestade, domínio e poder, agora, e para todo o sempre. Amém.
...