Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 14.abr.2017, Jeremias 18

Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Não poderei EU fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha mão, ó casa de Israel.
[Isaías 64.8; 45.9; Mateus 20.15; Jeremias 18.4; Daniel 4.23]
No momento em que falar contra uma nação, e contra um reino para arrancar, e para derrubar, e para destruir,
[Jeremias 1.10; 12.14-17; 25.9-14; 45.4; Amós 9.8]
se a tal nação, porém, contra a qual falar se converter da sua maldade, também EU ME arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.
[Jeremias 26.3,13; Ezequiel 18.21; Juízes 2.18]

[628,570]

outubro 22, 2008

Conhecendo a Bíblia - 25ª parte - Ezequiel

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EZEQUIEL

"e sabereis que Eu Sou o SENHOR"

O autor, cujo nome significa “Deus fortalece”. É identificado como “Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote” (1.3). Ele era, provavelmente, um membro de uma família sacerdotal, que se tornaram importantes durante as reformas de Josias (621 aC), foi treinado para o sacerdócio durante o reinado de Joaquim, foi deportado para a Babilônia (1.1; 33.21; 40.1) em 597 aC e estabeleceu-se em Tel–Abibe, situada no canal do rio Quebar, perto de Nipur (1.1). Seu ministério coincidiu brevemente ao de Jeremias.

O chamado de Ezequiel veio em 593 aC, o quinto ano do reinado de Joaquim, durante o exílio em Babilônia. A última data dada por oráculo (29.17) é, provavelmente, 571 aC, fazendo de seu ministério cerca de vinte anos de duração. A morte de sua esposa ocorreu ao mesmo tempo da destruição de Jerusalém, em 587 aC (24.1,15-17). Exilado por ocasião do segundo cerco de Jerusalém, por volta de sua iminente e completa destruição, incluído a partida da presença de Deus. Partes foram também, aparentemente escritas após a destruição de Jerusalém.

Note 40:1. Ezequiel profetizou 25 anos depois do seu cativeiro e 14 anos depois da conquista de Jerusalém. Jerusalém foi conquistada no ano 587 aC. Ele começou seu ministério na Babilônia no quinto ano do cativeiro de Jeoaquim. 1:1-2. Esta deportação é relatada em 2Reis 24:11-18. Por isso, podemos saber que ele tinha estado na Babilônia onze anos antes da queda de Jerusalém.

1:1 fala da idade de Ezequiel ou que o ministério dele começou com o reinado de Nabopolassar (pai de Nabucodonosor). Nabopolassar reinou dezenove anos, o último rei de Judá (Zedequias) reinou onze anos, isso faz o total de trinta anos. Provavelmente está falando a idade de Ezequiel quando começou seu ministério.
Obadias e Jeremias vivem, também, neste mesmo período.

Tem formas mais ousadas e estranhas de revelações do que qualquer outro livro profético do Velho Testamento. Por isso, difícil são as suas interpretações. Correspondia à última parte de 2Crônicas.

A personalidade de Ezequiel reflete uma força mística. As proximidades de seu contato com o Espírito, suas visões e a freqüência com a qual a palavra do Senhor vinha até ele, fornecem uma conexão entre os profetas extáticos mais antigos e os profetas e escritores clássicos. Suas experiências espirituais também anteciparam a atividade do Espírito Santo no Novo Testamento. A ele adequadamente pertence o título de “carismático”.

A mensagem de Ezequiel foi endereçada ao resto dos pervertidos de Judá exilados na Babilônia. A responsabilidade moral do indivíduo é um tema de primeira importância em sua mensagem. A responsabilidade coletiva não mais resguarda o indivíduo. Cada um deve aceitar uma responsabilidade pessoal pela desgraça da nação. Cada um é responsável pelo seu pecado individual (18.24). Foi o peso do pecado acumulado de cada indivíduo que contribui para o rompimento do concerto de Deus com Israel, e cada qual leva uma porção da culpa pelo julgamento que resultou no exílio.

O livro está facilmente dividido em três seções: o julgamento de Judá (4-24), o julgamento das nações pagãs (25-32) e as futuras bênçãos pelo concerto de Deus com o povo (33-48).

Jeremias falou de figos bons e de figos ruins em Jeremias 24. Isso fala dos judeus (figos bons) que foram levados para a Babilônia e dos judeus (figos ruins) que ficaram na terra depois da primeira deportação. Os judeus mais nobres e educados (os figos bons, inclusive Ezequiel e Daniel) foram levados para a Babilônia. Os judeus mais humildes (figos ruins) foram deixados na terra de Judá. Os figos ruins acharam que os babilônicos não iam voltar para destruir Jerusalém. Os figos bons acharam a mesma coisa. Todos dois estavam enganados.

Ezequiel profetizou na Babilônia no meio dos exilados antes da queda de Jerusalém. Por isso, os primeiros 24 capítulos falam muito sobre o juízo iminente de Deus sobre Jerusalém. Dois temas teológicos agem como um equilíbrio no pensamento do profeta.
Na doutrina do homem em Ezequiel, ele colocou a ênfase no dever pessoal (18.4: “a alma que pecar, essa morrerá”). Por outro lado, ele enfatizou a graça divina no renascimento da nação. O arrependimento do remanescente fiel entre os exilados resultaria na recriação de Israel a partir dos ossos secos (37.11-14). O divino Espírito os estimularia a uma nova vida. Por essa ênfase no Espírito Santo na regeneração, Ezequiel antecipava a doutrina do Novo Testamento do Espírito Santo, especialmente no Evangelho de João.

Quer a revelação profética seja apresentada simbolicamente em visões, sinais, ações de parábolas ou em fala humana, Ezequiel reivindica por eles o poder e a autoridade do Espírito Santo. Além disso, há inúmeras referências ao Espírito de Deus no livro. Alguém pode quase que caracterizar o Livro de Ezequiel como “os Atos do Espírito Santo” no Antigo Testamento. Várias dessas referências merecem uma atenção em especial.

Em 11.5, o profeta afirma autobiograficamente que o Espírito do Senhor “caiu” sobre ele e lhe “disse”. O oráculo que segue é, desse modo, a Palavra de Deus nas palavras de Ezequiel, inspirado pelo Espírito Santo. O mesmo (11.24) apresenta o Espírito como ativo em uma visão: “Depois, o Espírito me levantou e me levou em visão à Caldéia, para os do cativeiro.”

Talvez a situação melhor conhecida da atividade do Espírito esteja no cap. 37, a visão do vale dos ossos secos: “Veio sobre mim a mão do Senhor; e o Senhor me levou em Espírito, e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos...”(v.1) A visão subseqüente relata o renascimento espiritual do restante do ovo que estava, até então, no exílio.

Um aspecto final da ação do Espírito na vida do profeta é achado em 36.26: “E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo.” Não é somente um ato externo do Espírito o “cair sobre” alguém, mas também a profetizada experiência subjetiva da presença do Espírito dentro, tal como Ezequiel inigualavelmente experimentou quando o Espírito “entrou” nele (2.2). Ezequiel antecipou a experiência do concerto do “novo nascimento”, o qual seria dado pelo Espírito.
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Um comentário:

JANSEN DE MELO disse...

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