Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 06.ago.2017, João 6

Disse-lhes pois JESUS: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu;
mas Meu PAI vos dá o verdadeiro pão do céu.
[Êxodo 16.4,8; Salmos 78.23; João 1.9; 6.33,35]
Porque o pão de DEUS é aquELE que desce do céu e dá vida ao mundo.
Porque faz que o Seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
[João 6.50; 1João 1.1-2]
Disseram-lhe pois: SENHOR, dá-nos sempre desse pão.[João 4.15; Salmos 4.6]
E JESUS lhes disse: EU SOU o pão da vida; aquele que vem a MIM não terá fome;
e quem crê em MIM nunca terá sede.
[Mateus 11.28; João 5.40; 6.41; Apocalipse 7.16; Isaías 49.10; 55.1-3]

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maio 01, 2009

Conhecendo a Bíblia - 42ª parte – LUCAS

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EVANGELHO SEGUNDO LUCAS

Tanto o estilo quanto a linguagem oferecem evidências convincentes de que a mesma pessoa escreveu Lucas e Atos. “O primeiro tratado” - Atos 1.1 é, então provavelmente , uma referência ao terceiro evangelho, como o primeiro de uma série de dois volumes. E o fato de o escrito dedicar ambos os livros a Teófilo também demonstra solidamente uma autoria comum. Visto que a tradição atribui com unanimidade essas duas obras a Lucas, o médico, um companheiro próximo de Paulo (Colossenses 4.14; Filemom 24; 2Timóteo 4.11), e, como as evidências internas sustentam esse ponto de vista, não há motivos para contestar a autoria de Lucas.

Eruditos que admitem que Lucas usou o Evangelho de Marcos como fonte para escrever seu próprio relato datam Lucas por volta do ano 70 dC. Outros, entretanto, salientam que Lucas o escreveu antes de Atos, que ele escreveu durante o primeiro encarceramento de Paulo pelos romanos, cerca de 63 dC. Como Lucas estava em Cesaréia de Filipe durante os dois anos em que Paulo ficou preso lá (Atos 27.1), ele teria uma grande oportunidade durante aquele tempo para conduzir investigações que ele menciona em 1.1-4. Se for este o caso, então o Evangelho de Lucas pode ser datado por volta de 59-60 dC, mas no máximo até 75 dC.

Uma característica distinta do Evangelho de Lucas é sua ênfase na universalidade da mensagem. Do cântico de Simeão, louvando Jesus como “luz... Para as nações” (2.32) ao comissionamento do Senhor ressuscitado para que se “pregasse em todas as nações” (24.47), Lucas realça o fato de que Jesus não é apenas o Libertador dos judeus, mas também o Salvador de todo o mundo.

A fim de sustentar esse tema, Lucas omite muito material que é estritamente de caráter judaico. Por exemplo, ele não inclui o pronunciamento de condenação de Jesus aos escribas e fariseus (Mateus 23), nem a discussão sobre a tradição judaica (Mateus 15.1-20; Marcos 7.1-23). Lucas também exclui os ensinamentos de Jesus no Sermão da Montanha que tratam diretamente do seu relacionamento com a lei (Mateus 5.21-48; 6.1-8, 16-18). Lucas também omite as instruções de Jesus aos Doze para se absterem de ministrar aos gentios e samaritanos (Mateus 10.5).

Por outro lado, Lucas inclui muitas características que demonstram universalidade. Ele enquadra o nascimento de Jesus em um contexto romano (2.1-2; 3.1), mostrando que o que ele registra tem significado para todas as pessoas. Ele enfatiza ainda, as raízes judaicas de Jesus. De todos os escritores dos Evangelhos só ele registra a circuncisão e dedicação de Jesus (2.21-24), bem como sua visita ao Templo quando menino (2.41-52). Somente ele relata o nascimento e a infância de Jesus no contexto de judeus piedosos como Simeão, Ana, Zacarias e Isabel, que estavam entre os fiéis restantes “esperando a consolação de Israel” (2.25). Por todo o Evangelho, Lucas deixa claro que Jesus é o cumprimento das esperanças do Antigo Testamento relacionadas à salvação.

Um versículo chave do evangelho de Lucas é o 19.10, que declara que Jesus “veio buscar e salvar o que se havia perdido”. Ao apresentar Jesus como Salvador de todos os tipos de pessoas, Lucas inclui material não encontrado nos outros evangelhos, como o relato do fariseu e da pecadora (7.36-50); a parábola do fariseu e o publicano (18.9-14); a história de Zaqueu (19.1-10); e o perdão do ladrão na cruz (23.39-43).

Lucas ressalta as advertências de Jesus sobre o perigo dos ricos e a simpatia dele pelos pobres (1.53; 4.18; 6.20-21,24-25; 12.13-21; 14.13; 16.19-31; 19.1-10).

Este evangelho tem mais referências à oração do que os outros evangelhos. Lucas enfatiza especialmente a vida de oração de Jesus registrando sete ocasiões em que Jesus orou que não são encontrados em mais nenhum outro (3.21; 5.16; 6.12; 9.18,29; 11.1; 23.34,46). Só Lucas tem as lições do Senhor sobre a oração ensinada nas parábolas do amigo importuno (18.9-14). Além disso, o evangelho é abundante em notas de louvor e ação de graças (1.28,46-56,68-79; 2.14,20,29-32; 5.25-26; 7.16; 13.13; 17.15; 18.43).

Além de apresentar Jesus como o Salvador do mundo, Lucas dá os seguintes testemunhos sobre ele:

Jesus é o Profeta cujo papel equipara-se ao Servo e Messias (4.24; 7.16,39; 919; 24.19).
Jesus é o Homem ideal, o perfeito Salvador da humanidade.
Jesus é o Messias. Lucas não apenas afirma sua identidade messiânica, mas também tem o cuidado de definir a natureza de seu messianismo. Jesus é, por excelência, o Servo que se dispõe firmemente a ir a Jerusalém cumprir seu papel (9.31.51).
Jesus é o Filho de Davi (20.41-44), o Filho do Homem (5.24) e o Servo Sofredor (4.17-19, que foi contado com os transgressores (22.37).
Jesus é o Senhor exaltado. Lucas refere-se a Jesus como “Senhor”.
Jesus é o amigo dos proscritos humildes. Ele é constantemente bondoso para com os rejeitados.

Há referências explicitas ao Espírito Santo, ressaltando sua obra tanto na vida de Jesus quanto no ministério.

Em primeiro lugar: a ação do Espírito Santo é vista na vida de várias pessoas fiéis, relacionadas ao nascimento de João Batista e Jesus (1.35,41,67; 2.25-27), bem como no fato de João ter cumprido seu ministério sob a unção do Espírito Santo (1.15).

Em segundo lugar: O Espírito Santo capacita Jesus para cumprir seu ministério — o Messias ungido pelo Espírito Santo. Nos capítulos 3-4, há referencias ao Espírito, usadas com força progressiva.

1) O Espírito desce sobre Jesus em forma corpórea, como uma pomba (3.22);
2) Ele leva Jesus ao deserto para ser tentado (4.1);
3) Após sua vitória sobre a tentação, Jesus volta para a Galiléia no poder do mesmo (4.14)
4) Na sinagoga de Nazaré, Jesus lê a passagem messiânica: “O Espírito do Senhor está sobre mim...”(4.18; Isaías 61.1-2), reivindicando o cumprimento nele (4.21);
Então, 5) evidência em seu ministério está repleta (4.31-44) e continua em todo seu ministério de poder e compaixão.

Em terceiro lugar: O Espírito Santo, através de oração de petição leva a cabo o ministério messiânico. Em momentos críticos daquele ministério, Jesus ora antes, durante ou depois do acontecimento crucial (3.21; 6.12; 9.18,28; 10.21). O mesmo Espírito Santo que foi eficaz através de orações de Jesus dará poder as orações dos discípulos (18.1-8) e ligará o ministério messiânico de Jesus ao ministério poderoso deles (24.48.49).

Em quarto lugar: O Espírito Santo espalha alegria tanto a Jesus como à nova comunidade. Cinco palavras gregas denotando alegria ou exultação são usadas duas vezes com mais frequência tanto Lucas como Mateus ou Marcos. Quando os discípulos voltam com alegria de sua missão (10.17), “Naquela mesma hora, se alegrou Jesus no Espírito Santo e disse...” (10.21). Enquanto os discípulos estão esperando pelo Espírito prometido (24.49), “adorando-o eles, tornaram com grande júbilo para Jerusalém. E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a DEUS” (24.52-53).
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Um comentário:

Thiago Mendanha disse...

Oi, James... já tinha seu link no Linko Quem Me Linka... agora coloquei seu banner na área de Parceiros... valeu por linkar!

Um forte abraço!