Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 14.abr.2017, Jeremias 18

Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Não poderei EU fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha mão, ó casa de Israel.
[Isaías 64.8; 45.9; Mateus 20.15; Jeremias 18.4; Daniel 4.23]
No momento em que falar contra uma nação, e contra um reino para arrancar, e para derrubar, e para destruir,
[Jeremias 1.10; 12.14-17; 25.9-14; 45.4; Amós 9.8]
se a tal nação, porém, contra a qual falar se converter da sua maldade, também EU ME arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.
[Jeremias 26.3,13; Ezequiel 18.21; Juízes 2.18]

[628,570]

outubro 17, 2009

Conhecendo a Bíblia - 44ª parte – JOÃO

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EVANGELHO SEGUNDO JOÃO

Enquanto era bem provável que João conhecesse as narrativas dos outros três evangelhos, ele escolheu não seguir a sequência cronológica de eventos dos mesmos como uma ordem tópica. Nesse caso, eles podem ter usado as tradições literárias comuns e/ou orais. O esquema amplo é o mesmo, e alguns acontecimentos em particular do ministério de Jesus são comuns a todos os quatro livros.

Algumas das diferenças distintas são:

1) Ao invés das parábolas familiares, João tem discursos extensos;

2) Em lugar dos muitos milagres e cura dos sinóticos, João usa sete milagres que servem como “sinais”;

3) O ministério de Jesus gira em torno das três festas da Páscoa, ao invés de uma, conforme citado nos Sinóticos;

4) Os ditos “Eu sou” são unicamente joaninos.

João divide o ministério de Jesus em duas partes distintas: os capítulos 2-12 dão uma visão de seu ministério público, enquanto os capítulos 13-21 relatam seu ministério privado aos seus discípulos. Em 1.1-18, denominado “prólogo”, João lida com as implicações teológicas da primeira vinda de Jesus. Ele mostra o estado preexistente de Jesus com Deus, sua divindade e essência, bem como sua encarnação.

O livro apresenta Jesus como o único Filho gerado por Deus que se tornou carne. Para João, a humanidade de Jesus significava essencialmente uma missão dupla:

1) como o “Cordeiro de Deus” [1.29], Ele procurou a redenção da humanidade;

2) Através de sua vida e ministério, Ele revelou o Pai.

Cristo colocou-se coerentemente além de si mesmo perante o Pai que o havia enviado e a quem ele buscava glorificar. Na verdade, os próprios milagres que Jesus realizou como “sinais”, testemunham a missão divina do Filho de Deus.

A designação do Espírito Santo como “Consolador” [14.16] é exclusiva de João e significa literalmente. “alguém chamado ao lado”. Ele é “outro consolador”, isto é, alguém como Jesus, o que estendeu o ministério de Jesus até o final desta era. Seria um grave erro, entretanto, compreender o objetivo do Espírito apenas em termos daqueles em situações difíceis. Ao contrário, João demonstra que o papel do Espírito abrange cada faceta da vida. Em relação ao mundo exterior de Cristo, ele trabalha como o agente que convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo [16.8-11].

A experiência de ser “nascido no Espírito” descreve o Novo Nascimento [3.6]. Como, em essência, Deus é Espírito, aqueles que O adoram, devem fazê-lo espiritualmente, isto é, conforme comandado e motivado pelo Espírito Santo [4.24]. Além disso, em antecipação do Pentecostes, o Espírito torna-se o capacitador divino para o ministério autorizado [20.21-23].

João revela a função do Espírito Santo em continuar a obra de Jesus, guiando os crentes e a um entendimento dos significados, implicações e imperativos do evangelho e capacitando-os a realizar “obras maiores” do que aquelas realizadas por Jesus [14.12]. Aqueles que crêem em Cristo hoje podem, assim, enxergá-Lo como um contemporâneo, não apenas como uma figura do passado distante.

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