Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 14.abr.2017, Jeremias 18

Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Não poderei EU fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha mão, ó casa de Israel.
[Isaías 64.8; 45.9; Mateus 20.15; Jeremias 18.4; Daniel 4.23]
No momento em que falar contra uma nação, e contra um reino para arrancar, e para derrubar, e para destruir,
[Jeremias 1.10; 12.14-17; 25.9-14; 45.4; Amós 9.8]
se a tal nação, porém, contra a qual falar se converter da sua maldade, também EU ME arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.
[Jeremias 26.3,13; Ezequiel 18.21; Juízes 2.18]

[628,570]

outubro 17, 2009

Conhecendo a Bíblia - 43ª parte – MARCOS

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EVANGELHO SEGUNDO MARCOS

Em 64 dC, Nero acusou a comunidade cristã de colocar fogo na cidade de Roma, e por esse motivo instigou uma temerosa perseguição na qual Paulo e Pedro morreram. Em meio a uma igreja perseguida, vivendo constantemente sob ameaça de morte, o evangelista Marcos escreveu suas “boas novas”. Está claro que ele quer que seus leitores tomem a vida e exemplo de Jesus como modelo de coragem e força. O que era verdade para Jesus deveria ser para os apóstolos e discípulos de todas as idades. No centro do evangelho há pronunciamentos explícitos de “que importava que o Filho do Homem padecesse muito, e que fosse rejeitado pelos anciãos, e pelos príncipes dos sacerdotes e pelos escribas, que fosse morto, mas que, depois de três dias, ressuscitaria” [8.31]; Esse pronunciamento de sofrimento e morte é repetido [9.31; 10.32-34], mas torna-se uma norma para o comprometimento do discipulado: “Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz e siga-me” [8.34]. Marcos guia seus leitores a cruz de Jesus, onde eles podem descobrir o significado e esperança em seu sofrimento.

Marcos estrutura seu evangelho em torno de vários movimentos geográficos de Jesus, que chega ao clímax com sua morte e ressurreição subsequente. Após a introdução [1.1-13], Marcos narra o ministério público de Jesus na Galiléia [1.14-9.50] e Judéia [capítulos 10-13], culminando na paixão e ressurreição [capítulos 14-16]. O Evangelho pode ser visto como duas metades unidas pela confissão de Pedro de que Jesus era o Messias [8.17-30] e pelo primeiro anúncio de Jesus e sua crucificação [8.31].

Marcos é o menor dos evangelhos, e não contém nenhuma genealogia e explicação do nascimento e antigo ministério de Jesus na Judéia. É o evangelho da ação, movendo-se rapidamente de uma cena para outra. O evangelho de João é um retrato estudado do Senhor, Mateus e Lucas apresentam o que poderia ser descrito como uma série de imagens coloridas, enquanto que Marcos é como um filme da vida de Jesus. Ele destaca as atividades dos registros mediante o uso da palavra grega “euteos” que costuma ser traduzia por “imediatamente”. A palavra ocorre quarenta e duas vezes, mais do que em todo o resto do Novo Testamento. O uso frequente do imperfeito por Marcos denotando ação contínua, também torna a narrativa rápida.

Marcos também é o evangelho da vivacidade. Frases gráficas e surpreendentes ocorrem com frequência para permitir que o leitor reproduza mentalmente a cena descrita. Os olhares e gestos de Jesus recebem atenção fora do comum. Marcos enfatiza pouco a lei e os costumes judaicos, e sempre os interpreta para o leitor quando os menciona. Essa característica tende a apoiar a tradição de que Marcos escreveu para uma audiência romana e gentílica.

De muitas formas, ele enfatiza a Paixão de Jesus de modo que se torna a escala pela qual todo o ministério pode ser medido: “Porque o Filho do Homem também não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate de muitos” [10.45].

Todo o ministério de Jesus (milagres, comunhão com os pecadores, escolha de discípulos, ensinamentos sobre o reino de Deus, etc.) está inserido no contexto do amor oferecido pelo Filho de Deus, que tem seu clímax na cruz e ressurreição.

Esse livro não é uma biografia, mas uma história concisa da redenção obtida mediante o trabalho expiatório de Cristo. Marcos demonstra as reivindicações messiânicas de Jesus enfatizando Sua autoridade como Mestre [1.22] e Sua autoridade sobre satanás e os espírito malignos [1.27; 3.19-30], o pecado [2.1-12], o sábado [2.27-28; 3.1-6], a natureza [4.35-41; 6.45-52], a doença [5.21-34], a morte [5.35-43], as tradições legalistas [7.1-13,14-20], e o templo [11.15-18].

Título de abertura do trabalho de Marcos, “Princípio do evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” [1.1], fornece sua tese central em relação a identidade de Jesus como o Filho de Deus. Tanto o batismo quanto a transfiguração testemunham Sua qualidade de Filho [1.11; 9.7]. Em duas ocasiões, os espíritos imundos o reconhecem como Filho de Deus [3.11; 5.7]. A parábola dos lavradores malvados [12.6] faz alusão a qualidade de Filho divino de Jesus [12.6]. Por fim, a narrativa da crucificação termina com a confissão do centurião: “Verdadeiramente, este homem era o Filho de Deus” [15.39].

O título que Jesus usava com mais frequência para Si próprio, em Marcos, é “Filho do Homem”. Como designação para o Messias, este termo [ver Daniel 7.13] não era tão popular entre os judeus como o título “Filho do Homem” para revelar e para esconder Seu messianismo e relacionar-se tanto com Deus quanto com o homem.

Marcos, atentando para o discipulado, sugere que os discípulos de Jesus deveriam ter um discernimento amplo ao mistério de Sua identidade. Mesmo apesar de muitas pessoas interpretarem mal Sua pessoa e missão, enquanto os demônios confessam Sua qualidade de Filho de Deus, os discípulos de Jesus precisam ver além de Sua missão, aceitar Sua cruz e segui-Lo. A segunda vinda do Filho do Homem revelará totalmente Seu poder e glória.

Junto com os outros escritores do evangelho, Marcos recorda a profecia de João Batista de que Jesus “vos batizará com o Espírito Santo” [1.8], Os crentes seriam totalmente imersos no Espírito, como os seguidores de João o eram nas águas.

O Espírito Santo desceu sobre Jesus em seu batismo [1.10], habilitando-O para seu trabalho messiânico de cumprimento da profecia de Isaías [Isaías 42.1; 48.16; 61.1-2]. A narrativa do ministério subsequente de Cristo testemunha o fato de que seus milagres e ensinamentos resultaram da unção do Espírito Santo.

Marcos declara graficamente que “o Espírito o impeliu para o deserto” [1.12] para que fosse tentado, sugerindo a urgência por encontrar e vencer as tentações de satanás, que queria corrompê-Lo antes que se embarcasse em uma missão de destruir o poder do inimigo nos outros.

O pecado contra o Espírito Santo é colocado em contraste com “todos os pecados” [3.28], pois esses pecados e blasfêmias podem ser perdoados. O contexto define o significado dessa verdade assustadora. Os escribas blasfemaram contra o Espírito Santo ao atribuírem a satanás a expulsão dos demônios. Que Jesus realizava pela ação do Espírito Santo [3.22]. Sua visão prejudicada tornou-os incapazes do verdadeiro discernimento. A explicação de Marcos confirma o motivo de Jesus ter feito essa grave declaração [3.30].

Jesus também refere à inspiração do Antigo Testamento pelo Espírito Santo [12.36]. Um grande estímulo aos cristãos que enfrentam a hostilidade de autoridades injustas é a garantia do Senhor de que o Espírito Santo falará através deles quando testemunharem de Cristo [13.11].

Além das referências explícitas ao Espírito Santo, Marcos emprega palavras associadas com o dom do Espírito, como poder, autoridade, profeta, cura, imposição de mãos, Messias e Reino.

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2 comentários:

Matias Borba disse...

Prezado James,

Faz tempo que não comento aqui, mas ler os textos aqui postado é algo que sempre que posso faço e de bom grado, pois os mesmos me enrriquecem sempre.

Se todos os cristãos dedicassem um pouco mais de tempo a análise detalhada das Escrituras Sagradas, certamente não teriamos tantas dostorções em nosso meio.

Enquanto as pessoas não se conscientizarem de que a falta de conhecimento conduz a destruição de um povo, pouca coisa irá mudar.

Deus abençoe e grande abraço!

james disse...

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Misericórdia, e paz, vos sejam multiplicadas, amado em Cristo,


irmão Matias Borba,


Por certo, a amado faz um alerta que muito pouco encontramos na blogosfera, a dedicação a análise das Sagradas Escrituras, pois, muitos gostam de trazer seus próprios conhecimentos, fazendo hermenêutica particular e não a exposição da verdade contida no evangelho de Jesus Cristo.

Deus abençoe ao amado e aos seus ricamente, e por sua nobre visita ao nosso humilde blog.


Por Cristo. Em Cristo. Para Cristo. Nos interesses de Sua Igreja.


Fraternalmente,


irmão James.
Jesus, o maior Amor
Comunidade "Adoradores em Casas"
Comunidade "Blogueiros Cristãos"

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