outubro 19, 2007

A DIVINDADE

Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro, e Eu sou o último, e fora de Mim não há Deus.” Is 44:6

Olhai para Mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da Terra; porque Eu sou Deus, e não há outro.” Is 45:22.

A Bíblia fala de um só Deus. Dt 6:4; 1Co 8:4. No livro de Gênesis, o termo Deus (em hebraico) é freqüentemente utilizado na forma plural (Elohiym em oposição ao singular Elowahh). Por essa razão, as Escrituras se referem tanto à Deidade como à Divindade. Gn 1:1 e 26; At 17:29; Cl 2:9.

O termo “Um Só Deus” se refere à Divindade, que é composta pelo Trio Celeste, Seres divinos, três Pessoas – o Pai, o Filho, o Espírito Santo – agindo juntos, como um só. Is 48:16 e 17; Mt 3:16 e 17; 28:19; Jó 14:16 e 26; 15:26; 2Co 13:14; Ef 2:18; Jd 20 e 21.

Nossa fé na existência de Deus é baseada sobre evidência suficiente que Ele próprio proveu. A mão de Deus está presente em todo lugar – na Natureza, no curso da História, em nossa experiência pessoal e, sobretudo, em Sua Palavra - a Bíblia.

Isso pode ser percebido por qualquer pessoa que queira ver evidências por si mesma: Jó 11:7; 2Cr 15:2; Jr 29:13 e 14; Mt 5:8; Rm 1:20 e 11:33; 1Co 2:14.

I – DEUS, O PAI

Um verdadeiro conhecimento de Deus é essencial para nossa salvação. Pouco antes de ir para o Jardim do Getsêmani, Jesus disse em Sua última oração intercessora: "E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, como o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, aquele que tu enviaste". Jo 17:3. A Bíblia, especialmente no Novo Testamento, nos diz que devemos conhecer a respeito do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Sobre esse tema, a informação contida na Palavra de Deus é suficiente para nossa salvação.

Temos que nos precaver de especulação. Contentemo-nos com o que está escrito e não vamos além do "Assim diz o Senhor".

Cremos que há somente um Deus, que mediante a Sua infinita sabedoria e poder todo-poderoso criou o céu e a Terra (Êx 20:2,3; Is 45:5,6,18): Deus é um ser espiritual (Jo 4:24), eterno, sem princípio e sem fim (Ap 21:6), presente em toda parte (Sl 139: 1, 2), entronizado nos céus, e não pode ser visto pelo homem em seu presente estado pecaminoso (1Tm 6:16; Is 59:2; João 1:18; Êx 33:20). Somente mediante a fé podemos ir a Deus (Hb 11:6).

As Escrituras revelam os atributos de Deus:

Incriado, Infinito e Eterno: Estamos acostumados a conhecer a origem das pessoas e das coisas. Muitos são os fatos e acontecimentos que conhecemos o início e o fim! Tudo tem sua origem e quase tudo possui início e fim. Porém quando voltamos para Deus, isto se torna um grande mistério! Qual é a Origem de Deus? De onde veio? Como surgiu? Essas são perguntas sem respostas. Deus é um Ser Incriado, Infinito e Eterno. Existe desde a Eternidade. Conhece o fim desde o início. Suas saídas são desde os Tempos Antigos, desde os dias da Eternidade (Salmos 102: 27).

Deus não terá fim, tão pouco teve início. Deus não é como nós somos, jamais foi ou será limitado pelo tempo, pois Ele mesmo o estabeleceu. Ele é o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim. Ele é Eterno: Salmos 90: 1-4; Isaías 44:6 e 40: 28; II Pedro 3: 8; Apocalipse 1: 8 e 22: 13.

Onipotente: Tudo pode. Seu poder e força desconhece limites: Isaías 43:10-13 e15; Jó 26:7; Isaías 48:13; Salmos 33: 6.

Onipresente e Onisciente: Tudo vê, está em todos os lugares, cada momento: Jeremias 23:24; Salmos 139: 7-12.

Onisciente: Tudo sabe, tudo conhece. Os mistérios dos mistérios a Ele são revelados. Não há, não existe nada encoberto aos Seus olhos. Todas as coisas estão nuas e patentes diante do Deus do Universo. Até mesmo aquilo que pensamos ou imaginamos: Salmos 139:2-4; Hebreus 4:13; I João 3:20.

Santo: No mais amplo e profundo sentido da palavra, Deus é Santo. Abomina e aborrece o pecado, porém ama o pecador: Isaías 6: 1-3; Salmos 22: 3; 1Samuel 2: 2.

Insondável: Mortal algum pode entendê-lO ou compreendê-lO: Salmos. 145:3; Romanos11: 33.

Imortal: Deus possui vida em Si mesmo. Ele é o doador do maior de todos os dons: a vida. Todos os seres visíveis e invisíveis no universo dependem de Deus para sua existência e sustento: Neemias 9: 6.

Imutável: Malaquias 3:6; Tiago 1:17.

Misericordioso: Jeremias 3:22-23.

Justo: Salmos 89:14.

Verdadeiro: Romanos 3:4.

Amoroso: I João 4:8; Romanos 5:8.

II – JESUS CRISTO, O FILHO

Cremos que Jesus Cristo é o Filho do Deus vivo e que Ele é Um em natureza com o Pai (Hb 1:1-3, 5). Desde a eternidade todas as coisas no céu e na Terra foram criadas mediante Ele (Cl. 1:15-17). Portanto, somente Ele pode ser Mediador entre Deus e o homem (1Tm. 2:5). Em harmonia com o testemunho dos profetas Ele foi nascido como um ser humano sobre a Terra em Belém da Judéia, da virgem Maria, concebido pelo Espírito de Deus (Mt 1:18-23). Somente mediante Sua morte e pela fé em Sua graça livremente concedida podemos ser salvos (Lc 1:77-79; At 4:12; Jo 14:15 e 1Jo 2:3-6).

Embora muitas corporações religiosas negam a divindade de Cristo, à luz da Palavra de Deus esta verdade é inquestionável. A divindade de Cristo é a certeza de vida eterna para todo o crente.

Isaías 9:6 – Cristo apresentado como: “Deus forte, Pai da Eternidade”

Miquéias 5:2 – “Desde os dias da Eternidade”

João 1:1-4 – Cristo é Deus, Cristo é Vida, Cristo é o Criador

João 10:30 - Igualdade de Cristo e Deus

Tito 2:13 – Cristo é o “grande Deus”

Hebreus 1:6 – Cristo é adorado pelos anjos celestiais

1João 5:20 – Cristo é o “Verdadeiro Deus”

Mateus 1:23 – Cristo é “Deus conosco”

Atos 4:12 – Só em Cristo há Salvação

João 11:25,26 – Cristo é a “Ressurreição e a Vida”

“Se os homens rejeitam o testemunho das Escrituras inspiradas concernente à divindade de Jesus Cristo, é inútil argüir com eles sobre este ponto; pois nenhum argumento, por mais concludente, poderia convencê-los.”

A encarnação de Cristo e Sua Natureza

“O Redentor do mundo era igual a Deus. Sua autoridade era como a de Deus.”

“A encarnação de Cristo sempre foi e sempre continuará sendo um mistério."

“Pela Sua vida e morte, Cristo operou ainda mais do que a restauração da ruína produzida pelo pecado. Era o intuito de satanás causar entre o homem e Deus uma eterna separação; em Cristo, porém, chegamos a ficar em mais íntima união com Ele do que se nunca houvéssemos pecado. Ao tomar a nossa natureza, o Salvador ligou-Se à humanidade por um laço que jamais se partirá. Ele nos estará ligado por toda a eternidade. ‘Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito.’ João 3:16. Não O deu somente para levar os nossos pecados e morrer em sacrifício por nós; deu-O à raça caída. Para nos assegurar Seu imutável conselho de paz, Deus deu Seu Filho unigênito a fim de que Se tornasse membro da família humana, retendo para sempre Sua natureza humana. Esse é o penhor de que Deus cumprirá Sua palavra. ‘Um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu; e o principado está sobre os Seus ombros.’ Isaías 9:6. Deus adotou a natureza humana na pessoa de Seu Filho, levando a mesma ao mais alto Céu.”.Isaías 9: 6; Filipenses 2: 5-8.

“A humanidade do Filho de Deus é tudo para nós... Devemos aproximar-nos deste estudo com a humildade de um discípulo, de coração contrito. E o estudo da encarnação de Cristo é campo frutífero, que recompensará o pesquisador que cave fundo em busca de verdades ocultas.”

“A Natureza humana do Filho de Maria, foi mudada pela natureza divina do Filho de Deus? Não. As duas naturezas se mesclaram misteriosamente em uma só pessoa: O Homem Cristo Jesus.”

A Não-Pecaminosidade de Cristo

“Vindo a este mundo em forma humana, para viver como um homem entre os homens. Assumiu as desvantagens da natureza humana, para ser submetido à prova. Em Sua humanidade participava da natureza divina. Em Sua encarnação o título Filho de Deus ganhou um novo sentido.”

“Cristo trouxe aos homens e mulheres o poder de vencer. Veio ao mundo em forma humana, a fim de viver como homem entre os homens. Assumiu os riscos da natureza humana, para ser provado e tentado. Em Sua humanidade, era participante da natureza divina. Em Sua encarnação obteve nova intuição do título de Filho de Deus.”

“Cristo foi tratado como nós merecíamos, para que pudéssemos receber o tratamento a que Ele tinha direito. Foi condenado pelos nossos pecados, nos quais não tinha participação, para que fôssemos justificados por Sua justiça, na qual não tínhamos parte. Sofreu a morte que nos cabia, para que recebêssemos a vida que a Ele pertencia. ‘Pelas Suas pisaduras fomos sarados.’ " Isaías 53:5.

Como era a Natureza Humana de Cristo?

“Como membro da família humana era mortal, porém como Deus era a Fonte de Vida para o Mundo. Ele poderia resistir sempre aos avanços da morte em Sua pessoa divina, e recusado colocar-se sob seu domínio; porém estava disposto a dar voluntariamente Sua Vida, de modo que pudesse dar vida e trazer luz à imortalidade ...Que humilhação foi esta! Assombrou aos anjos. A Língua jamais poderá descrever, a imaginação não pode captar. O Verbo Eterno consentiu em fazer-se carne ! Deus se fez homem.”

“Deus estava em Cristo na forma humana, e suportou todas as tentações que assediam o homem; participou em nosso favor de todos os sofrimentos e as provas da sofrida natureza humana”

A Morte de Cristo: Uma Permuta

“Ao morrer sobre a Cruz, transferiu a culpa da pessoa do transgressor para do Divino Substituto, através da fé nEle como seu Redentor pessoal. Os pecados de um mundo culpado, que em figura se apresentam ‘vermelhos como carmesim’, eles foram imputados ao divino Redentor.”

“Sobre a cruz Cristo conheceu, como nenhuma outra pessoa pôde conhecer, o terrível poder das tentações de satanás, e Seu coração transbordou de compaixão e perdão pelo ladrão moribundo, que havia sido enganado pelo inimigo.”

“Quando Cristo inclinou a cabeça e morreu, derrubou por terra as colunas do reino de satanás. Venceu a satanás com a mesma natureza sobre a qual satanás havia obtido a Vitória lá no Éden. O Inimigo foi vencido por Cristo em Sua Natureza Humana. O Poder Divino do Salvador estava oculto. Venceu com a Natureza Humana, apoderou-se do poder de Deus.”.

“Quando Cristo morreu, Sua natureza humana foi a que morreu. A Divindade não diminuiu e morreu, isto era uma impossibilidade.”

A expiação na cruz

“A expiação de Cristo não é somente uma forma eficaz de perdoar nossos pecados; é um remédio divino para curar a transgressão e restaurar a saúde espiritual.”

“Se alguma coisa existe em nosso mundo, que deva inspirar entusiasmo, é a cruz do Calvário.”

III – O ESPÍRITO SANTO

Cremos no Espírito Santo conosco sobre a Terra (Jo 14:16). Sem Ele é impossível compreender e viver segundo a vontade de Deus. Também, é impossível interpretar corretamente a Palavra divina sem a ajuda do Espírito Santo (Jo 14:26; 1Co 2:11). Os escritores bíblicos falaram e escreveram inspirados pelo Espírito Santo (2Pe 1:19-21). O Espírito Santo tomou parte na criação (Gn 1:2; Jó 26:13 e 33:4; Sl 104:29-30).

O Espírito Santo é um com o Pai e o Filho, portanto, os crentes são batizados não somente nesses nomes, mas também no nome do Espírito Santo (Mt 28:19; 1Jo 5:7; 2Co 13:14).

Ninguém poderia ter então vantagem devido a sua situação ou seu contato pessoal com Cristo. Pelo Espírito, o Salvador seria acessível a todos. Nesse sentido, estaria mais perto deles do que se não subisse ao alto.”

“A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não lho revelou. Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a igreja. Com relação a tais mistérios - demasiado profundos para o entendimento humano - o silêncio é ouro. Não é essencial que sejamos capazes de definir exatamente o que seja o Espírito Santo. Cristo nos diz que o Espírito é o Consolador, o ‘Espírito de verdade, que procede do Pai’. João 15:26. Declara-se positivamente, a respeito do Espírito Santo, que, em Sua obra de guiar os homens em toda a verdade ‘não falará de Si mesmo’ João 16:13.” .

A função do Espírito Santo é distintamente especificada nas palavras de Cristo: "E, quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo." João 16:8. É o Espírito Santo que convence do pecado. Se o pecador atende à vivificadora influência do Espírito, será levado ao arrependimento e despertado para a importância de obedecer aos reclamos divinos. Ao pecador arrependido, faminto e sedento de justiça, o Espírito Santo revela o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. "Ele... há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar", disse Cristo. João 16:14. "Esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." João 14:26.

“O Espírito é dado como agente de regeneração, para tornar eficaz a salvação operada pela morte de nosso Redentor. O Espírito está constantemente buscando atrair a atenção dos homens para a grande oferta feita na cruz do Calvário, a fim de desvendar ao mundo o amor de Deus, e abrir às almas convictas as preciosidades das Escrituras. Havendo operado a convicção do pecado, e apresentado perante a mente a norma de justiça, o Espírito Santo afasta as afeições das coisas da Terra, e enche a alma com o desejo de santidade.

Ele vos guiará em toda a verdade’, declarou o Salvador. João 16:13. Se os homens se dispuserem a ser moldados, haverá a santificação de todo o ser. O Espírito tomará as coisas de Deus e lhas gravará na alma. Por Seu poder o caminho da vida se tornará tão claro que ninguém o errará. É o Espírito Santo que faz a verdade impressiva. Mantém a verdade prática sempre diante do povo.”.

“Cristo prometeu o dom do Espírito Santo” à Sua igreja, e a promessa pertence a nós, da mesma maneira que aos primeiros discípulos. Mas, como todas as outras promessas, é dada sob condições... Mediante o Espírito, Deus opera em Seu povo ‘tanto o querer como o realizar, segundo a Sua boa vontade. Fp 2:13... Quando o Espírito de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; o amor, a humildade, a paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A alegria substitui a tristeza, e o semblante reflete a alegria do Céu.

Ninguém vê a mão que suspende o fardo, nem a luz que desce das cortes celestiais. A bênção vem quando, pela fé, a alma se entrega a Deus. Então aquele poder que olho algum pode discernir, cria um novo ser à imagem de Deus. O Espírito Santo é o sopro da vida espiritual na alma. A comunicação do Espírito é a transmissão da vida de Cristo. O Espírito reveste o que O recebe com os atributos de Cristo.

A personalidade do Espírito Santo

“O Espírito Santo personifica a Cristo, contudo é uma personalidade distinta.”

João 14:16 - O Espírito Santo é O outro Consolador

João 14:26 - O Espírito Santo ensina

João 16:13 - O Espírito Santo guia

João 16:8 - O Espírito Santo convence

João 14:26 - O Espírito Santo lembra

Romanos 8:26 - O Espírito Santo ajuda

Romanos 8:26 - O Espírito Santo geme

Efésios 4:30 - O Espírito Santo se entristece

Atos 16:6 - O Espírito Santo impede

Lucas 12:10 - “...Mas ao que blasfemar contra O Espírito Santo não lhe será perdoado.

Romanos 8:26 - O Espírito Santo intercede

Atos 28:25 - O Espírito Santo fala

Atos 15:28 - O Espírito Santo tem parecer

Atos 5:3,4 - “...mentisses ao Espírito Santo...não mentiste ao homem mas a Deus.

“O Consolador que Cristo prometeu enviar após ter ascendido ao céu, é o Espírito em toda a plenitude da Divindade, tornando manifesto o poder da divina graça a todos quantos recebem a Cristo e crêem Nele como um Salvador pessoal. Há três pessoas viventes no trio celestial.”

Como Explicar a Trindade

A palavra "trindade" não aparece nas Bíblias comuns que usamos. Por esse motivo, devemos evitar o uso dela. Procuremos falar sobre assuntos bíblicos usando linguagem bíblica.

As pessoas que usam termos como trindade, Deus trino, etc. as empregam para explicar um conceito da existência de três pessoas distintas que podem ser chamadas de Deus. Vamos considerar, em termos bem resumidos, o que a Bíblia diz a respeito dessa idéia.

Há um só Deus (Efésios 4:6). O fato que existem mais de uma pessoa divina, como veremos logo, não sugere múltiplos deuses. A doutrina bíblica não se compara com as doutrinas politeístas de algumas religiões pagãs.

O Pai, o Filho e o Espírito Santo são pessoas distintas. No batismo de Jesus, cada um fez seu papel, concordando com os outros dois, mas distinto deles. Jesus subiu das águas; o Espírito desceu como pomba sobre ele; o Pai falou dos céus (Marcos 1:9-11). As doutrinas de algumas igrejas que dizem que o Filho e o Pai são a mesma pessoa contradizem afirmações óbvias das Escrituras. O Pai é maior do que o Filho (João 14:28). O Pai enviou e instruiu o Filho (João 14:24).

Jesus é Deus. As seitas que negam a divindade de Jesus trabalham muito para evitar o significado de diversas passagens. As Testemunhas de Jeová, por exemplo, usam uma versão das Escrituras cheia de acréscimos e traduções equívocas calculadas justamente para negar as provas textuais da divindade de Jesus. Mas, ele é eterno, divino e merecedor de adoração (João 1:1; João 8:24,58; Mateus 4:10; 14:33; 28:9,17; João 9:38; Hebreus 1:6; Apocalipse 5:9-14; etc.)

O Espírito Santo é pessoa divina, não apenas força ativa. Reconhecemos algumas dificuldades quando estudamos a palavra "espírito" na Bíblia. Sabemos que o espírito do homem não é outra pessoa (1Coríntios 2:11). Apesar de alguns trechos difíceis (veja o aviso de 2 Pedro 3:16), não podemos negar a personalidade do Espírito Santo. O mesmo Pai que enviou Jesus enviou o Espírito (João 14:26). Jesus o chamou de "outro Consolador", mostrando que ele pertence à mesma categoria que Jesus: uma pessoa divina (João 14:16). Vários textos apresentam o Pai, o Filho e o Espírito Santo como pessoas unidas mas distintas (veja Mateus 28:19 e o último versículo de 2Coríntios). O Espírito ensina (João 14:26); habita nos fiéis como o Pai e o Filho o fazem (João 14:17,23) e intercede como Cristo também o faz (Romanos 8:26,34).

Para negar tais afirmações, alguns distorcem o sentido das passagens ou até jogam fora livros bíblicos que não apoiam suas doutrinas humanas. O verdadeiro seguidor de Cristo aceitará toda a Verdade, até as coisas difíceis de entender (João 8:32; 17:17; Deuteronômio 29:29).

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