novembro 11, 2009

Algumas considerações sobre os gentios que pastores não ensinam!

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Israel, judeu

Os termos "Israel" e "judeu", são amplamente utilizados em várias pregações, entretanto, "gentio" tão pouco é usado, e muito pouco se ensina a seu respeito.

O plano de Deus para este mundo está em torno de um povo, Israel, o povo judeu, escolhido não por causa de seu número, seu poder, ou qualquer outra coisa, mas, unicamente, porque Deus é soberano e escolheu Israel para ser o veículo de Seu plano para o mundo.

Israel povo escolhido [Isaías 41.8-10, 13, 14, 20]. Deus onipotente protege e guarda Seu povo escolhido da destruição [Jeremias 31.35-37]; e a ele foram instituídos mandamentos, lei, ordenanças, estatutos; 613 disposições, ordens e proibições, como por diversas vezes já dissemos, tais como, guarda do sábado, carne de porco, vestimenta (os tzitziot, “franjas com nós”), homens não devem raspar o cabelo das laterais de suas cabeças e barbear-se com uma lâmina, dizer o Shemá Israel duas vezes ao dia, usar tefilin (filactérios) na cabeça, circuncidar todos os indivíduos do sexo masculino em seu oitavo dia, etc, sem nos esquecer dos dízimos [Deuteronômio 14.22-29] de toda a novidade da semente, que são devidos das colheitas do povo e levados ao templo (de Salomão, em Jerusalém) para alimentar os levitas, estrangeiros, órfãos e viúvas.

Dentro dos propósitos de Deus, destaca-se:

1 – Deus requer que alguém leve a Sua Palavra ao mundo, neste caso, usou o povo judeu para produzir a Bíblia [Deuteronômio 4.1,2; Romanos 3.1,2];

2 – Deus através da nação de Israel que servindo de testemunha, mostra-se ao mundo o único Deus verdadeiro [Isaías 43.21]; e,

3 – Deus usando a nação de Israel como veículo para trazer o Messias ao mundo [Miquéias 5.2]; a redenção para o mundo emanaria do ventre de uma mãe judia.

Gentios

São todos aqueles que não pertencem ao povo de Israel, entretanto, Deus já preparara seus profetas para designarem que estes povos, um dia, seriam chamados, teriam o seu tempo [Ezequiel 30.3; Isaías 42.1,6; Atos 9.15]; designa um não-israelita, mais normalmente usado para referir não-judeus.

E este tempo presente, torna-se o tempo dos gentios, que somos nós, portanto, nos preparemos para aguardar a gloriosa vinda de nosso Senhor Jesus Cristo, pois, outra oportunidade não haverá.

Israel é o povo escolhido, porém, porventura rejeitou Deus o Seu povo? De modo nenhum; Deus não rejeitou o Seu povo, que antes conheceu.

Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça. Mas se é por graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça. Se, porém, é pelas obras, já não é mais graça; de outra maneira a obra já não é obra.

Pois quê? O que Israel buscava não o alcançou; mas os eleitos o alcançaram, e os outros foram endurecidos.

Porventura tropeçaram, para que caíssem? De modo nenhum, mas pela sua queda veio a salvação aos gentios, para incitá-los a emulação. E se a sua queda é a riqueza do mundo, e a sua diminuição a riqueza dos gentios, quanto mais a sua plenitude!

Dirás, pois: Os ramos foram quebrados, para que eu fosse enxertado!

Está bem; pela sua incredulidade foram quebrados, e tu estás em pé pela fé. Então não te ensoberbeças, mas teme!

Porque, se Deus não poupou os ramos naturais (Israel), teme que não te poupe a ti também” [Romanos 11].

Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus: para com os que caíram, severidade; mas para contigo, benignidade, se permaneceres na sua benignidade; de outra maneira também serás cortado!

A história de Israel, é relevante para todos os povos do mundo, tanto judeus como gentios, e os prepara a fim de que respondam pela fé ao Santo de Israel [Isaías 41.21-23]. Pela fé, não pelas obras da Lei.

Nenhum de nós, gentios, deve praticar as obras da Lei, jamais seremos um levita, apesar de adoradores; o próprio apóstolo Pedro foi repreendido por Paulo por querer que os gentios vivessem como judeus, pois que, nenhum homem é justificado pelas obras da Lei, mas pela fé em Jesus Cristo [Gálatas 2].

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9 comentários:

Rosiane Viana disse...

Olá, amado!

Vim retribuir a visita e pude conferir que o seu espaço é abençoado.

Fica com Deus!
Bjos!

Alliadoo disse...

Texto bastante elucidativo. O homem é dado a simbolismo; isto justifica o movimento de se voltar para a velha aliança ao invés de se aprofundar na nova. Usar utensílios judaicos em púlpitos não é errado, errada pode ser a ênfase destinada a eles.

No amor de Cristo,

irmão André
Teu Alliadoo

james disse...

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Misericórdia, e paz, vos sejam multiplicadas, amado em Cristo,


irmão André,



Muitos se deixam levar pelo simbolismo palpável e visível, e os dízimos, obra da Lei, tornou-se um excelente item de manobra de enriquecimento pastoral, onde uma multidão se sente na necessidade de executar, dando ênfase a uma suposta fidelidade a Deus, que na verdade trata-se de uma barganha.

Deus abençoe ao amado e aos seus ricamente, e por sua nobre visita ao nosso humilde blog.


Por Cristo. Em Cristo. Para Cristo. Nos interesses de Sua Igreja.


Fraternalmente,


irmão James.
Jesus, o maior Amor
Comunidade "Adoradores em Casas"
Comunidade "Blogueiros Cristãos"

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Marcelo Hagah disse...

Concordo com seu texto. Não somos levitas. Nunca seremos. Até o sacerdócio de Jesus é não-levita. Citar os levitas como símbolo, como modelo vétero-testamentário pode até ser, mas sempre lembrando que vivemos uma aliança melhor do que a deles. Hoje em dia também todo mundo quer ter um ministério. Ministério de Louvor, por exemplo. Nada contra o nome, mas é bom lembrar que ministério é diaconia e diaconia é serviço. Os ministrantes do louvor também devem lavar os banheiros, fazer faxina, evangelizar, visitar órfãos e viúvas, se lascar mesmo, por amor a Deus. Aí, sim, um ministro desses eu respeito, mas ficar só de cantoria... NÃO!

Marcelo Hagah
João Pessoa-PB

Marcelo Hagah disse...

É bom lembrar ao James que os dízimos não são obra da lei. Abraão deu dízimos, Jacó também... e não havia lei.

O abuso do dinheiro por alguns não justifica o fim da entrega dos dízimos. Sem dinheiro, querido, não tem igreja. Alguém precisa pagar. Até Jesus tinha mulheres que o ajudavam com dinheiro, até tesoureiro ele tinha - Judas Iscariotes.

É bom estudar um pouquinho.

Marcelo Hagah
João Pessoa-PB

james disse...

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Misericórdia, e paz, vos sejam multiplicadas.


Irmão Marcelo Hagah,


Por certo que, a comodidade e o estrelato alvoroçam as mentes dos evangélicos...

Seus líderes trazem um ensinamento superficial da verdadeira adoração, criam fantasias, distorcem as Sagradas Escrituras, e neste frenesi religioso, estar a frente de uma igreja templo de tijolos com cantorias é o apogeu do ministério de louvor...

Porém ,os verdadeiros adoradores buscam servir ao Senhor dos senhores, a padecer pelo nome de Cristo...

Por isso, precisamos antes de ter o nome de evangélicos, viver o evangelho na simplicidade de servir a Cristo, sendo crentes como o bendito Abraão.

Deus abençoe ao amado e aos seus ricamente, e por sua nobre visita ao nosso humilde blog.


Por Cristo. Em Cristo. Para Cristo. Nos interesses de Sua Igreja.


Fraternalmente,


irmão James.
Jesus, o maior Amor
Comunidade "Adoradores em Casas"
Comunidade "Blogueiros Cristãos"

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james disse...

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Misericórdia, e paz, vos sejam multiplicadas, amado em Cristo.


Irmão Marcelo Hagah,



Em primeiro lugar, os dízimos não são da Lei??

Ora, o livro de Deuteronômio expressa "recapitulação", e em seu capítulo 14.22-29, afirmam as Sagradas Escrituras: “ Certamente darás os dízimos de todo o fruto da tua semente, que cada ano se recolher do campo”.

Portanto, jamais se pode afirmar que os dízimos não fazem parte da lei mosaica, a lei dado por Moisés ao povo de Israel, somente aos israelitas, não aos gentios.

Sobre o manter igrejas, em NENHUM relato bíblico, encontramos na nova Aliança (melhor do que a que fora feita a Israel), ensinamentos de Jesus ou dos apóstolos para se cobrar dízimos a fim de se manter templos com o nome de "igrejas", principalmente com os fins que estamos acostumados a ver em nosso tempo...

Somente encontramos ensinamentos apostólicos quanto a coleta de ofertas aos pobres e necessitados, e do que fosse do intuito do coração, sem percentuais [1Coríntios 16; 2Coríntios 8 e 9].

Portanto, é um ensinamento anti bíblico que o povo deva dizimar para manter igrejas.

Não que eu seja contra a construção de locais para se reunir o povo de Deus para a adoração, o louvor, o ensinamento bíblico, mas, que estes locais sejam mantidos somente para estes fins, através de ofertas, pois que, não há necessidades de milhares de reais como temos presenciado no cenário religioso protestante chamado de "igrejas evangélicas", entretanto, o fundamental e bíblico, conforme o ensinamento de Jesus Cristo, é que auxiliemos aos pobres e necessitados, o que passar disto é "bandalheira religiosa", é se aproveitar de um povo através da fé.

Aliás, para que são estas "igrejas evangélicas"?? Pois que, somente presenciamos o enriquecimento das instituições religiosas e pastorais!!!!

Segundo, Abrão deu o dízimo uma única vez [Gênesis 14], e, Jacó somente fez menção em dar dízimos [Gênesis 28], mas não há relatos bíblicos que ele tenha dado!!!


Deus abençoe ao amado e aos seus ricamente.


Por Cristo. Em Cristo. Para Cristo. Nos interesses de Sua Igreja.


Fraternalmente,


irmão James.
Jesus, o maior Amor
Comunidade "Adoradores em Casas"
Comunidade "Blogueiros Cristãos"

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Marcelo Hagah disse...

Irmão James,

Muito obrigado por sua resposta particular sobre os dízimos. Quero comentá-la:

1. em primeiro lugar, quero lhe pedir perdão pelas palavras “é bom estudar um pouquinho”. Fui grosseiro, mas foi como uma provocação, para ler de você o porquê de ser contra a entrega de dízimos nas igrejas. Perdoe-me a grosseiria e obrigado pela delicadeza de suas palavras que, sequer, mencionaram minhas ácidas palavras.
2. quanto ao que você disse, eu não fui claro, pois eu não disse ou não quis dizer que os dízimos não são coisa da lei. Sim, por certo, que são da lei, e você muito bem demonstrou. O que quis dizer é que os dízimos já existiam como perspectiva, como atitude ANTES da lei. (desculpe o grito). E mencionei os patriarcas.
3. Ora, a lei não passou, embora o NT a tenha resumido em um só preceito, o amor (Gálatas 5.14).
4. Ocorre que nós estamos debaixo da graça, não da lei. Se alguém quer seguir a lei, que a siga, mas fatalmente perecerá, não conseguirá seguir todos os seus preceitos, e eu não me refiro aos de ordem religiosa, cerimonial, mas até aos de ordem moral, como não mentir, não roubar, não cobiçar a mulher alheia...
5. Lembra-te da viúva pobre. Ela lançou ofertas, não dízimos, portanto, mas por quê? Porque era paupérrima. Mas Jesus louvou-a (Mc 12.42,43).
6. Nós, evangélicos, usamos os dízimos não por lei, mas porque funciona. As igrejas precisam de fundos para existirem. E precisamos, sim, de templos. Não podemos simplesmente quebrar toda a simbologia do AT como se fosse um mal. Um pastor não é um sacerdote, todos somos, mas Jesus deu uns para pastores, alguém das ovelhas para pastoreá-la, para lhe alimentar e guiar, etc. E veja que ele estipulou que fosse digno de dobrada honra o obreiro que milita bem, principalmente os que vivem do evangelho – ora, o irmão sabe que há pastores que deixam tudo para servir a Jesus como pastores e precisam ser sustentados. Muitos são mal sustentados.
7. É uma coisa que eu quero chamar a atenção aqui. A maioria esmagadora de pastores ganham mal, são horrivelmente pagos, muitos frustrados... agora no Natal, seus filhos lhes pedirão um presente, sua esposa esperará um vestido novo, mas ele não terá dinheiro. Não tome todos os pastores pelo exemplo de algumas aves de rapina, meu irmão.
8. Quantos pastores poderiam ser bons médicos, advogados, servidores públicos, mas largam tudo para serem pastores. Esses, que buscam a todo o custo servir a Deus, não devem ser confundidos com alguns roubadores dos sonhos e das riquezas dos incautos. Acredito que os pastores têm que se modernizar... têm que fundar creches, as crianças precisam, com os dízimos dos irmãos... têm que dar cursos nas suas igrejas e outras atitudes de utilidade pública. Falo melhor, modernizar não, mas voltarem ao que a igreja fazia antes. Quantos hospitais foram construídos pelas igrejas antigamente. Hoje o povo só quer bênção pessoal... a igreja está uma lástima, mas não é dando fim a templos, dízimos, pastores que vamos melhorar.

Um abraço, o Senhor te abençoe, meu irmão.

Marcelo Hagah
Joao Pessoa-PB

Marcelo Hagah disse...

Irmão James,

o senhor tem razão ao dizer que no NT não tem nada que diga que devamos construir templos ou que devamos recolher dízimos. Mas eu pergunto? Como faremos? Precisamos levar o Evangelho às pessoas. Na minha igreja há pessoas que encontraram a paz em Jesus, abandonaram vícios, famílias reconstruídas, jovens que recuperaram a esperança... Como fazer? Que tipo de igreja terão? Vamos nos reunir em casas? Mas não seria bom ter pastores treinados em seminários, para poderem ensinar direitinho aos irmãos?

A paz do Senhor seja contigo.

Marcelo Hagah
João Pessoa-PB