Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 14.abr.2017, Jeremias 18

Então veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
Não poderei EU fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR. Eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na Minha mão, ó casa de Israel.
[Isaías 64.8; 45.9; Mateus 20.15; Jeremias 18.4; Daniel 4.23]
No momento em que falar contra uma nação, e contra um reino para arrancar, e para derrubar, e para destruir,
[Jeremias 1.10; 12.14-17; 25.9-14; 45.4; Amós 9.8]
se a tal nação, porém, contra a qual falar se converter da sua maldade, também EU ME arrependerei do mal que pensava fazer-lhe.
[Jeremias 26.3,13; Ezequiel 18.21; Juízes 2.18]

[628,570]

junho 03, 2010

Jesus nos reconciliou com Deus... os dizimistas querem mais

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Nos seus primitivos tempos, os judeus constituíam essencialmente uma nação separada das outras [Levítico 20.23], e eram obrigados a conservar, para não se confundirem com os outros povos, o seu caráter moral, político e religioso, sob pena de duras sentenças [Levítico 26.14 a 38 - Deuteronômio 28];

Os judeus, israelitas, são os herdeiros das promessas de Deus [Romanos 9.4], pelas quais nós, os gentios, não somos participantes... o termo “gentio” designa o não israelita, que naquele tempo estávamos sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos as alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo;

Mas agora em Cristo Jesus, nós, que antes estávamos longe, já pelo sangue de Cristo chegamos perto.

Pelo que disse Jesus: “Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor” [João 10.16];

Porque Cristo é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na Sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças (lei mosaica), havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz [Colossenses 2.14], para criar em Si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.

Assim, judeus e gentios foram reconciliados com Deus e entre si por meio de Cristo [Efésios 2.11-22];

Em Romanos 9, vs. 25 e 26, Paulo cita Oséias, quanto as tribos apóstatas, mas, aplica-se ao chamado ou salvação dos gentios. Aleluia! Paulo deliberadamente toma estas duas profecias sobre a futura salvação de Israel e aplica a Igreja (consistindo de ambos, judeus e gentios); a Igreja tornou-se o povo de Deus;

As profecias de Oséias são realizadas na Igreja cristã; isto é claramente o que em o Novo Testamento faz com as profecias do Antigo Testamento.

Por certo dizer que, aos gentios, que estão reconciliados com Deus, pela cruz de Cristo, foi feito a promessa, e “esta é a promessa que Ele nos fez: a vida eterna” [1João 2.25];

Ora, e ainda há mais que Deus nos possa oferecer como promessa?

Por certo não! Porque a maior riqueza que Jesus nos oferece está no céu, para que, segundo as riquezas da Sua glória, nos conceda que sejamos corroborados com poder pelo Seu Espírito no homem interior; para que Cristo habite pela fé nos nossos corações; a fim de, estarmos arraigados e fundados em amor;

Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em nós, esperança da glória [Colossenses 1.27];

Portanto, quando Jesus cumpre na cruz do Calvário a Lei, e nos reconcilia com Deus, por que deveríamos usar de preceitos desta mesma Lei que nos separava de Deus?

Mas, os “evangélicos”, através de seus lideres espirituais, ainda vivem de preceito mosaico, requerendo que Deus derrame sobre eles bênçãos e promessas que foram ao povo de Israel, usando de Malaquias [3.10] para obrigar que Deus abra as janelas dos céus e derrame abastança sobre eles, “dizimistas fieis”...

Mas, certo é que, Deus não abençoa ninguém por ser dizimista, este ensinamento é falso, nada há de verdade na “doutrina dos dízimos” , porque em nenhum relato bíblico nas epístolas (que são o rumo que devemos obedecer para estarmos diante de Deus como Igreja) diz que sendo dizimista em templos de tijolos que chamam de igrejas haverá recompensa de Deus!

E mais certo ainda que, estas “instituições religiosas com nome de igreja”, todas, que são legalizadas através da lei brasileira (Código Civil), são nada mais que empresas, pois, possuem registro no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ), que tem por lei de realizarem suas contabilidades e outras formalidades de homens... portanto, templos de igrejas nada mais são que locais de reunião onde se encontram justos e injustos, um local de reunião onde se encontra os que realmente buscam servir a Cristo e os que buscam ser servidos por Cristo [1Coríntios 15.19], nada mais que isto!

Os dizimistas, além do maior sacrifício que Jesus nos comprou na cruz do Calvário abrindo-nos caminho aos céus que não tínhamos direito, ainda querem que Deus os abençoe em troca de dinheiro! Uma situação por demais banal e patética!

Porque assim diz o SENHOR dos Exércitos:

Ai dos que ajuntam casa a casa, reúnem herdade a herdade, até que não haja mais lugar, e fiquem como únicos moradores no meio da terra!
Em verdade que muitas casas ficarão desertas, e até as grandes e excelentes sem moradores.
” [Isaías 5]

Por Cristo. Em Cristo. Para Cristo. Nos interesses de Sua Igreja.

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5 comentários:

Claudio Silva disse...

Paz e graça lhe sejam multiplicadas!!

Parabéns pelo texto, irmão Lames, toca no cerne da teologia das barganhas, estraei divulgando entre os meus contatos seu texto.
Deus o abençoe!!

James disse...

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Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados.


Irmão Claudio Silva,


Estive conversando com outro irmão em Cristo, e entendemos que, é lamentável que os dizimistas não se contentam com a oferta da salvação, querem mais, querem viver aqui na terra o deleite da vida material, e não conseguem entender que Jesus veio para nos dar algo infinitamente melhor e superior do que toda a riqueza desta terra, a qual é a vida eterna, pela aspersão do Seu próprio sangue.

Não conseguem assimilar que dar um prato de alimento ao necessitado é muito mais agradável aos olhos do Senhor, ao invés de dar todo salário para abastecer os cofres das igrejas, negando a eficácia do amor pregado por Jesus em todos os livros em o Novo Testamento.

Outrossim, há um outro pormenor, se o irmão afirmar isto que falamos a um dizimista, ele irá dizer que não espera nada de Deus e que somente é fiel nas coisas que pertencem ao Senhor (assim, acham que estão nos enganando, mas, enganando-se a si mesmo!)

Deus o abençoe e aos seus ricamente.


Por Cristo. Em Cristo. Para Cristo. Nos interesses de Sua Igreja.


irmão James.
Jesus, o maior Amor
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Claudio Silva disse...

Irmão James!!

Enquanto lia suas palavras lembrei-me do texto em MC 12, onde um escriba pergunta a Jesus qual o maior mandamento
"...E o escriba lhe disse: Muito bem, Mestre, e com verdade disseste que há um só Deus, e que não há outro além dele;
33 E que amá-lo de todo o coração, e de todo o entendimento, e de toda a alma, e de todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo, é mais do que todos os holocaustos e sacrifícios.
34 E Jesus, vendo que havia respondido sabiamente, disse-lhe: Não estás longe do reino de Deus. E já ninguém ousava perguntar-lhe mais nada."
Entendo que o amor a Deus e ao próximo é superior aos ritos, cultos e liturgias e vejo quanto tempo é dispensado pelos irmãos ensaiando sejam´cânticos, peças (performace) para celebração de cultos (sabe-se lá para glória de quem) e em contrapartida o tempo dispensado no exercício do amor ao próximo é pífeo(visita a doentes, necessitados, presos, alcançar o pão ao faminto, etc) o qual entendo pelo texto é o culto a Deus em exelência E óbviamente o dizimo faz parte desta liturgia enganadora, pois o dizimista aplaca sua consciência ao "cumprir seu dever com Deus" e desta forma nega como você bem colocou "...a eficácia do amor pregado por Jesus em todos os livros em o Novo Testamento."
Mas vamos resistindo a esta "onda" com fé e esperança pois entendo que existem muitos irmãos que podem ser impactados com textos inspirados como este e desta forma mudar o foco de seu amor do rito para Deus e o próximo.
Graça, paz e bem da parte de Jesus em sua vida.
Claudio
Charqueadas RS

mary disse...

Paz do Senhor!

Ola James.."Sim, a misericórdia. Não precisamos barganhar com Deus, não precisamos nos fazer merecedores de nada, mas nos entregarmos aos braços da Graça do Pai e viver os valores do Evangelho, amando o p´roximo com o mesmo Amor que Cristo continua a nos amar, ao invés de cobiçar os valores monetários da teologia da esperteza."


...Deus continue te abençoando cada dia mais!


mary
\\OO//

James disse...

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Graça, e paz, e amor vos sejam multiplicados.



Irmã Mary,


A barganha dos dízimos, que muitos chamam de “doutrina dos dízimos”, é uma criação dos homens (espertalhões, como a irmã afirma)que, visualizaram através das Sagradas Escrituras, uma forma de enriquecimento... infelizmente, muitos estão entrando por este caminho, não por estarem cegos, mas por também “acharem” (e querem cobrar do Todo Poderoso) que Deus é de barganhar!!

Deus a abençoe e aos seus ricamente.


Por Cristo. Em Cristo. Para Cristo. Nos interesses de Sua Igreja.


Fraternalmente,


irmão James.
Jesus, o maior Amor
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