Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, 06.ago.2017, João 6

Disse-lhes pois JESUS: Na verdade, na verdade vos digo: Moisés não vos deu o pão do céu;
mas Meu PAI vos dá o verdadeiro pão do céu.
[Êxodo 16.4,8; Salmos 78.23; João 1.9; 6.33,35]
Porque o pão de DEUS é aquELE que desce do céu e dá vida ao mundo.
Porque faz que o Seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos.
[João 6.50; 1João 1.1-2]
Disseram-lhe pois: SENHOR, dá-nos sempre desse pão.[João 4.15; Salmos 4.6]
E JESUS lhes disse: EU SOU o pão da vida; aquele que vem a MIM não terá fome;
e quem crê em MIM nunca terá sede.
[Mateus 11.28; João 5.40; 6.41; Apocalipse 7.16; Isaías 49.10; 55.1-3]

[669,530]

março 30, 2009

Conhecendo a Bíblia - 39ª parte – NOVO TESTAMENTO

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O Novo Testamento é a referência definitiva da fé cristã. Nele, se encontram consignados os acontecimentos que deram origem à Igreja de Jesus Cristo, o Filho eterno de Deus. Os Evangelhos narram o nascimento de Jesus no tempo do rei Herodes, os seus atos e ensinamentos, a sua morte numa cruz por ordem de Pôncio Pilatos, governador da Judéia, e a sua ressurreição, depois da qual se manifestou vivo àqueles que haviam antes escolhido para que anunciassem a mensagem universal da salvação.

Está também no Novo Testamento o relato dos primeiros movimentos de expansão da fé cristã, como viveram e atuaram os primeiros discípulos e apóstolos, como nasceram e se desenvolveram as primeiras comunidades e como o Espírito Santo impulsionou os cristãos de então a darem testemunho da sua esperança em Jesus Cristo para todas as raças, nações e culturas.

O processo de redigir, selecionar e compilar os textos da Bíblia prolongou-se pelo espaço de muitos séculos. Com o decorrer dos anos, foram desaparecendo os dados relativos à origem de grande parte dos livros, isto é, o momento em que os relatos e ensinamentos foram fixados por escrito, os quais até então e talvez durante muitas gerações tinham sido transmitidos oralmente.

Por outro lado, nesse longo e complexo processo de formação, é muito difícil e até mesmo impossível fixar os autores. Isso ocorre especialmente nos casos em que foram vários redatores que escreveram textos, os quais, posteriormente, foram compilados num único livro ou quando também, na composição da literatura bíblica, são utilizados ou incluídos documentos da época (p. ex., Números 21.14; Josué 10.13; Judas 14-15).

Valor espiritual da Bíblia

A Bíblia é, sem dúvida, um dos mais apreciados legados literários da humanidade. Contudo, o seu verdadeiro valor não se firma de maneira substancial no fato literário. A riqueza da Bíblia consiste no caráter essencialmente espiritual da sua mensagem, que a transforma no livro sagrado por excelência, tanto para o povo de Israel quanto para a Igreja.

Nessa coleção de livros, a Lei se apresenta como uma ordenação divina (Êxodo 20; Salmos 119), os Profetas têm a consciência de serem portadores de mensagens da parte de Deus (Isaías 6; Jeremias 1.2; Ezequiel 2-3) e os Escritos ensinam que a verdadeira sabedoria encontra em Deus a sua origem (Provérbios 8.22-31).

Esses valores religiosos aparecem não só no título de Sagradas Escrituras, mas também na forma que Jesus e, em geral, os autores do Novo Testamento se referem ao Antigo, isto é, aos textos bíblicos escritos em épocas precedentes.

Isso ocorre, p. ex., quando lemos que Deus fala por meio dos profetas ou por meio de algum dos outros livros (cf. Mateus 1.22; 2.15; Romanos 1.2; 1Coríntios 9.9) ou quando os profetas aparecem como aquelas pessoas mediante as quais "se diz" algo ou "se anuncia" algum acontecimento, forma hebraica de expressar que é o próprio Deus quem diz ou anuncia (cf. Mateus 2.17; 3.3; 4.14); também quando se afirma a permanente autoridade das Escrituras (Mateus 5.17-18; João 10.35; Atos 23.5), ou quando as relaciona especialmente com a ação do Espírito Santo (cf. Atos 1.16; 28.25). Formas magistrais de expressar a convicção comum a todos os cristãos em relação ao valor das Escrituras são encontradas em passagens como 2Timóteo 3.15-17 e 2Pedro 1.19-21.

A Igreja, tem descoberto na mensagem do evangelho o mesmo valor da Palavra de Deus e a mesma autoridade do Antigo Testamento (Marcos 16.15-16, Lucas 1.1-4, João 20.31, 1Tessalonicenses 2.13). Por isso, em 2Pedro 3.16, se equiparam as epístolas de "nosso amado irmão Paulo" (v. 15) às "demais Escrituras". Gradativamente, a partir do séc. II dC, foi sendo reconhecida aos 27 livros que formam o Novo Testamento a sua categoria de livros sagrados e, em conseqüência, a plenitude da sua autoridade definitiva e o seu valor espiritual.

Tal reconhecimento, que implica o próprio tempo da presença, direção e inspiração do Espírito Santo na formação das Escrituras, não descarta, em absoluto, a atividade física e criativa das pessoas que redigiram os textos. Elas mesmas se referem a essa atividade em diversas ocasiões (Eclesiastes 1.13, Lucas 1.1-4, 1Coríntios 15.1-3,11, Gálatas 6.11). A presença de numerosos autores materiais é, precisamente, a causa da extraordinária riqueza de línguas, estilos, gêneros literários, conceitos culturais e reflexões teológicas que caracterizam a Bíblia.
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2 comentários:

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