outubro 23, 2013

Concílio de Nicéia, a igreja católica romana, mãe das evangélicas

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Em Iznik, Anatólia ou à comumente chamada antiga Ásia Menor, realizou-se o Concílio de Nicéia, o primeiro Concílio Ecumênico da 'igreja', convocado pelo imperador pagão, Flavius Valerius Constantinus, ou a quem preferir, Constantino.

O imperador observou a coragem dos mártires cristãos durante perseguições; estes se concentravam nos grandes centros urbanos, e em especial, nos territórios inimigos;

Como um estadista sagaz, Constantino, inverteu a política vigente, da perseguição dos cristãos à promoção do Cristianismo, e através da 'igreja', promover a unidade religiosa do seu império; entretanto, não abriu mão de sua condição de sumo sacerdote do culto pagão ao "Sol Invictus", tendo um conhecimento rudimentar da doutrina cristã, e suas intervenções, religiosas, visavam em primeiro plano, fortalecer a monarquia do seu império.

Como soberano absoluto, em 325 dC, convocou 300 bispos ao Concílio de Nicéia, e assim, validar a 'igreja' de uma doutrina padrão, afinal, as divisões dentro da nova religião que nascia, ameaçam seu domínio e autoridade; necessário um Concílio afim de dar-lhe nova estrutura aos seus poderes.

Constantino explicitamente ordenou o curso das negociações, confiando o controle a uma comissão designada por ele próprio; manipulou, pressionou e ameaçou os partícipes para garantir que votariam no que ele acreditava, e não no consenso do bispado;

O Credo de Níceia não fez qualquer referência aos ensinamentos de CRISTO; mesmo por que, talvez nele já não interessassem tanto a uma religião agora sócia do poder imperial romano.

Em resumo

Na influência de Constantino e Teodósio, o Cristianismo tornou-se a religião oficial do império romano, e, por consequência, entrou no desvio;

Institucionalizou-se; surgindo o profissionalismo religioso;

Práticas exteriores do paganismo lhe foram assimiladas;

Criaram-se ritos e rezas, ofícios e oficiantes;

A estrutura teológica foi arquitetada para atender às pretensões absolutistas da casta sacerdotal, dominante, e se impunha aos fiéis com a draconiana (excessivamente severa) afirmação: "Extra Ecclesiam nulla salus”, ou "Fora da igreja não há salvação";

Constantino exigia um império unido e fortalecido, sem dissensões, e para atingir seus anseios e domínio sobre os homens e reprimir com a ditadura religiosa, as então autoridades eclesiásticas romanas deveriam manter a ignorância sobre as Escrituras;

A Bíblia deveria ser diferente; exaltando a Deus e os patriarcas, mas também, forte, se opondo ao próprio DEUS dos Hebreus;

A divindade Arcaica Oriental foi misturada às fábulas com as antigas histórias de Moisés, Elias, Isaías e tantos outros;

No quadro de privilégios e ambições, era expurgada a doutrina de exaltação à responsabilidade individual, ao empenho da renovação interior, para a simples adesão e submissão incondicional aos dogmas da 'igreja';

À perfeita assimilação aos dogmas, é necessário admitir a quintessência teológica:

"Credo quia absurdum", ou, "Acredito mesmo que seja absurdo".

Assim, por influência de Constantino, nascia uma religião forte que servia ao império romano; criando ainda o simbolismo da Sagrada Família e de todos os Santos;

Mas, as verdades do real cânone do Novo Testamento e parte das Sagradas Escrituras deveriam ser suprimidas ou ocultadas;

O Cristianismo tornava-se universal, sendo a religião imperial Católica Apostólica Romana, a poderosa, sustentada pela força e que simulava a graça divina, recomendando o arrependimento e perdão, porém na prática, derrotava inimigos a espada;

Constantino não precisa da tolerância do Cristianismo, mas de uma religião autoritária, rígida, sem evasivas, de raízes profundas no passado e promessa inflexível no futuro;

Uma religião estabelecida mediante poderes, leis e costumes terrenos;

Constantino adaptou sua religião (apostólica romana) a religião do Carpinteiro, deu-lhe origens divinas e assim impressionava o povo, o qual sabendo que JESUS era reconhecido como o próprio DEUS na nova religião que nascia, haveria, porquanto, a facilidade de impor a sua estrutura hierárquica, seu regime monárquico imperial, e assim ganhar poderes amplos, quase inatingíveis.

Em suma:

Nota-se que a religião evangélica (adotada por todas as igrejas evangélicas, denominações, instituições religiosas protestantes) aderiu a supremacia religiosa que Constantino usou para impor sua nova religião, a católica romana!!


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4 comentários:

Anônimo disse...

Meu amado Irmao, muito bom e instrutivo este teu post, espero que continues postando mais material historico desse tipo, para podermos disfazer as fabulas historicas contadas por tais religioes que se dizem "historicas", so tenho a acrescentar que constantino deve ter investigado a religiao judaica e tomado esta como exemplo ou seja uma religiao cheia de usos e custumes mas muito distante de Deus. Herley Lopes

Presbítero Santos disse...

Graça e paz, amados irmãos,

Sem dúvida, Constantino elaborou sua 'igreja' aos seus moldes em 325dC, autoritária e forjado no engano de multidões, e esta perdura até os nossos dias...

E infelizmente, muitos que poderiam tê-la exterminado, nada fizeram, antes seguiram-na!!

o crente disse...

A ICAR foi criada com fins de poder, persuasão e imposições.

Neste sentido, e seguindo-a a risca, as igrejas evangélicas são filhas prestativas e obedientes. E depois, os evangélicos ficam criticando aos católicos.

Por este motivo, Cristo nos chama a ser crentes!

Missionário Luiz disse...

No livro de Mateus 16.17,18 fala:
E Jesus, respondendo, disse-lhe: Bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue quem to revelou, mas meu Pai, que estás nos céus.
Pois também eu te digo que és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
O significado desta passagem é que Jesus Cristo edificará a sua igreja sobre a Verdade da confissão de feita por Pedro e os demais discípulos, e, que Jesus é o Cristo, o Filho do Deus Vivo; ver Mt 18.16; At 3.13-26. Jesus emprega um trocadilho. Jesus chama seu discípulo de " Pedro " que no grego é( Petros )que significa uma pedra pequena ). A seguir, Jesus diz: " Sobre esta pedra que no grego é(petra, que significa uma grande rocha maciça ou rochedo) edificarei a minha igreja ", e, sobre a confissão feita por Pedro.
É Jesus Cristo que é a pedra, e, o único e grande alicerce da igreja; ver 1 Co 3.11. Pedro declara que Jesus é a " pedra Viva...a pedra que os edificadores reprovaram "; ver 1 Pe 2.4,6,7; At 4.11. Pedro e os demais discípulos são " pedras vivas ", como parte da estrutura da casa espiritual ( igreja o povo )que Deus está edificando; ver 1 Pe 2.5. Em lugar nenhum as Escrituras Sagradas declaram que Pedro seria a autoridade suprema e infalível sobre todos os demais discípulos; ver At 15; Gl 2.11. Nem está dito, também, na Bíblia que Pedro teria sucessores infalíveis, representantes de Jesus Cristo e cabeças da igreja. Tais ideias são injunções do homem carnal e não a Verdade das Escrituras.
Não vemos em nenhum lugar na Bíblia que pedro tinha igrejas de parede, templos, feito por mão humana.
Os discípulos eram perseguidos e expulsos das sinagogas por amor a Jesus, e sua Palavra de salvação, e vida eterna, eles reunião em qualquer lugar para adorar, e planejar como iam proclamar o evangelho original de Jesus Cristo nosso Senhor.
Os discípulos de Jesus Cristo, nunca ficavam em quatro paredes que hoje se chama de igrejas, templos evangélicos, eles tinham uma missão que Jesus ordenou, Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura, incluem como discípulos e apóstolos.
O apóstolo Paulo e etc, fundaram várias igrejas de paredes, templos, em que sempre haviam contendas, imoralidade, etc entre elas, como a Igreja de Corinto; e Paulo mesmo estando preso, sempre tinha que mandar cartas para as igrejas repreendendo-os e admoestando-os.
E mandava seus companheiro apóstolos irem até as igrejas problemáticas para admoesta-los.
Mas Jesus Cristo, foi mais fundo nisto, e citou as 7 piores igrejas de parede, templos, sendo elas às 7 igrejas do Apocalipse, em que só duas delas andava em retidão ao evangelho original de Jesus, as outras cinco igrejas foram reprovadas por Jesus.
Uma dessas, que é a igrejas de Laodicéia, Jesus diz em Apocalipse 3.15,16,17,18: Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomará que foras frio ou quente!
Assim, porque és morno e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta(e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu), aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas.
De minha parte irmão James, não renho mais nada a declarar.
Sou tenho a dizes: Maranata Jesus Cristo meu Senhor da Glória!