março 26, 2008

Prosperidade na vida material... até quando?

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Muito se tem falado nos últimos anos, em um ensino exagerado sobre a 'teologia da prosperidade' material. Neste ensinamento, todo crente tem que ser rico, ganhar bem, além de ter saúde plena, sem nunca adoecer. Caso não seja assim, é porque está em pecado ou não tem fé. Afirmam que Jesus prometeu vida em abundância, e, sendo assim, vida em abundância material.

Alguns se dizem profetas, profetizando prosperidade para todo lado, entretanto, devemos examinar a Palavra de Deus que nos ensina que o dom de profecia (1Coríntios 12.10) não confere autoridade ao profeta. A Palavra de Deus garante autoridade aos servos do Senhor (Lucas 24.49; Atos 1.8; Marcos 16.17,18). Mas essa autoridade é da fé no nome de Jesus e da Sua Palavra, e não das experiências pessoais, de visões e revelações atuais. Não existir "nova revelação" da vontade de Deus. Em Atos 20.20 nos relata que tudo está na Bíblia, nada ficou para ser revelado.
Devemos aprender que a realidade que Jesus apresentou e pregou ao mundo é bem diferente da que se está sendo pregada.

O crente em Jesus tem o direito de ser próspero espiritual e materialmente, segundo a bênção de Deus sobre sua vida, sua família, seu trabalho. Mas isso não significa que todos tenham de ser ricos materialmente, no luxo e na ostentação. Ser pobre não é pecado. Não devemos aceitar os exageros da 'teologia da prosperidade'. Deus é fiel em suas promessas. Na vida material, a promessa de bênçãos decorrentes da fidelidade nos dízimos aplica-se à igreja. A saúde é bênção de Deus. Contudo, servos de Deus, humildes e fiéis, adoecem e muitos são chamados à glória, não por pecado ou falta de fé, mas por desígnio de Deus.

De outra sorte, o SENHOR nos ensina (lembra-te de ler todo o contexto onde estes versículos estão inseridos):

“O pão nosso de cada dia nos dá hoje;” (Mateus 6.11)

“Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.” (1Pedro 4.16)

“Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.” (1Timóteo 6.8)

“Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.” (Hebreus 13.5)

“Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume;” (Provérbios 30.8)

“Inclina o meu coração aos teus testemunhos, e não à cobiça.” (Salmos 119.36)

“E disse-lhes: Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância do que possui.” (Lucas 12.15)

“Melhor é o meu fruto do que o ouro, do que o ouro refinado, e os meus ganhos mais do que a prata escolhida.” (Provérbios 8.19)

Assim, devemos nos resguardar e nos reservar para a busca primordial da santificação, sem a qual, não veremos o Senhor, e, Deus bem sabe o que necessitamos em nossa vida material, portanto, “buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6.33)

Que o Senhor nos ajude a entender melhor essas verdades.

Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém!
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2 comentários:

Anderson disse...

James, a teologia da prosperidade, como a conhecemos, não passa de um artifício para atrair pessoas. Quanto mais pessoas, maior a arrecadação da igreja. Quanto maior a arrecadação, maior a prosperidade dos que pregam esse evangelho mentiroso. Só deles mesmo.

james disse...

A Paz do Senhor, irmão Anderson.

É justamento isto o que está acontecendo em nossos dias, lotam galpões/templos/salões em nome do 'dinheiro deles de cada dia'.
Obrigado pela visita.