Contexto SAGRADAS ESCRITURAS, março, 2020


ICorinthios 10

E não tentemos a CHRISTO
E não murmureis, como tambem alguns delles murmurarão, e perecerão pelo destruidor.
E todas estas cousas lhes sobreviérão em figura, e estão escritas para nosso aviso, em quem ja os fins dos seculos são chegados.
O que pois cuida que está em pé, olhe que não caia.
[Almeida, 1850]

[782,630]


setembro 07, 2008

Prosperidade, até quando?

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É sempre bom relembrar!

Informações distorcidas da Verdade

Muitos sites que aí estão, distorcem da Verdade, querem levar para si os méritos da Palavra de Deus, levar para si a glória do SENHOR. Como um pequeno exemplo, muitos tem questionado se Arão morreu no monte Hor ou em Moserá.

* Monte Hor: “Então Arão, o sacerdote, subiu ao monte Hor, conforme o mandado do SENHOR; e morreu ali no quinto mês do ano quadragésimo da saída dos filhos de Israel da terra do Egito, no primeiro dia do mês” (Nm 33.38)

* Moserá: “E partiram os filhos de Israel de Beerote-Benê-Jaacã a Moserá; ali faleceu Arão, e ali foi sepultado, e Eleazar, seu filho, administrou o sacerdócio em seu lugar” (Dt 10.6).

Novamente afirmamos, estão, os leitores, sempre se deparando com a questão (ou impasse) em um site eivado de matérias céticas, cujo propósito é unicamente depreciar a Palavra de Deus. Reconhecemos que até possa surgir uma pequena dificuldade diante desses versículos, entretanto, o que nos chama a atenção é a atitude injusta de tais pessoas que dedicam suas vidas a “pincelar” problemas bíblicos sem, contudo, mover o mínimo de esforço para pesquisar o assunto. Em verdade, não estão aptas para tirar conclusões fundamentadas dos fatos verdadeiros.

Não há nenhum impasse entre os textos acima transcritos. O monte Hor ficava na fronteira do território de Edom, enquanto Moserá nada mais era do que um pequeno local situado no sopé desse monte. A Bíblia relata que o sepultamento de Arão ocorreu no acampamento de Moserá e sua morte, no cume do monte (Ver Nm 20.28).

Prosperidade

Referindo aos programas de rádio e TV e igrejas que vivem cheias de gente atrás de realizar os sonhos que viram nos testemunhos: falidos que viram milionários, pé-rapado que vira empresário, corrente disso, água santa daquilo, azeite ungido daquilo outro, dinheiro, dinheiro, dinheiro... É claro que tudo pode ser usado por Deus para os Seus propósitos, mas o fato de algo ser usado não significa que é bom. Deus usou uma mula para falar com Balaão, mas não acredito que a gente possa parar de pregar o evangelho se Ele pode usar mulas para fazê-lo.

Vemos muitos errando na Bíblia e esses erros às vezes sendo transformados em algo para a glória de Deus, porém o que errou continua sendo responsável. Lembre de José falando a seus irmãos, quando se revela a eles como governador do Egito: "E José lhes disse: Não temais; porventura estou eu em lugar de Deus? Vós bem intentastes mal contra mim; porém Deus o tornou para bem, para fazer como se vê neste dia, para conservar em vida a um povo grande." Gn 50:19,20

Não podemos nos esquecer de que vivemos numa época de apostasia (abandono da Verdade) e isso irá piorar muito após o arrebatamento da igreja, o que pode acontecer a qualquer momento. Procure ler as cartas de Timóteo no contexto profético de tempo. Ambas falam da "casa de Deus" (o aspecto governamental da igreja, ou a parte que cabe aos homens cuidarem).

Na primeira são dadas instruções... “... para que saibas como convém andar na casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, a coluna e firmeza da verdade." 1Timóteo 3:15 Esta fala de como a casa de Deus deveria ser.

Na segunda fala de como ela ficou. "Ora, numa grande casa não somente há vasos de ouro e de prata, mas também de pau e de barro; uns para honra, outros, porém, para desonra." 2Timóteo 2:20 É uma casa onde há de tudo e a responsabilidade dos que buscam a Verdade é se afastarem do erro (leia o contexto) para se reunirem com aqueles que o fazem de coração puro (ou purificado desses erros). O trecho fala de separação.

A primeira fala ainda, em seu contexto histórico, dos "últimos tempos", um período mais extenso: "MAS o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;" 1Timóteo 4:1 Isso já acontece há muitos séculos.

A segunda fala dos "últimos dias", um período breve e final. "SABE, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos." 2Timóteo 3:1 Na continuação é dado o estado dos cristãos (é importante entender que não está falando de pagãos ali, mas de cristãos nominais): "Porque haverá homens...

· [1] amantes de si mesmos, avarentos [2] presunçosos [3] soberbos [4] blasfemos [5] desobedientes a pais e mães [6] ingratos

· [1] profanos [2] Sem afeto natural [3] irreconciliáveis [4] caluniadores [5] incontinentes [6] cruéis

· [1] sem amor para com os bons [2] Traidores [3] obstinados [4] orgulhosos [5] mais amigos dos deleites do que amigos de Deus [6] Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela.”

Se observarmos, temos 3 grupos de 6 características (666) que levam para o homem que tem aparência de piedade (parece um carneiro), mas nega a eficácia dela (fala como um dragão Apocalipse 13:11). É preciso entender que a oposição maior aos convertidos no final virá da própria cristandade organizada, "a mulher" de que nos fala o Apocalipse.

É interessante como neste trecho de 2Timóteo, Paulo fala de pessoas levadas por concupiscências (desejos) por homens com as características acima. É o que vemos aos montes hoje nas ditas 'igrejas' que oferecem curas, milagres, dinheiro, romance e tudo o que o ser humano mais deseja, com segundas intenções. Note também que esta foi a última carta que Paulo escreveu e ele termina dizendo que foi abandonado por todos. Vivemos num tempo de abandono da Verdade (apostasia), principalmente da Verdade revelada a Paulo (que você não encontra em outros lugares das Escrituras).

"A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar entre os gentios, por meio do evangelho, as riquezas incompreensíveis de Cristo, E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo; Para que agora, pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus seja conhecida dos principados e potestades nos céus" (Efésios 3:8-10)

Meditando, na Palavra de Deus que, Jesus veio ao mundo na forma mais simples e humilde, numa manjedoura (Lucas 2:7), requereu do jovem rico que vendesse tudo o que tinha, dando aos pobres, e o seguir (Marcos 10:17-24), Paulo nos afirma que podia tudo naquele que o fortalecia, inclusive passar fome (Filipenses 4:11-13), se nada trouxemos para o mundo e se tivermos o que comer e com que cobrir estejamos alegres (1Timóteo 6:7,8), não se pode servir a Deus e as riquezas (Mateus 6:24) e bem nos adverte Hebreus 13:5 “Sejam vossos costumes sem avareza, contentando-vos com o que tendes; porque ele disse: Não te deixarei, nem te desampararei.

Se meditarmos na humildade e simplicidade de se servir a Deus, então, poderemos com fé receber a bem-aventurada promessa que o SENHOR nos fez e não nos preocuparmos com o dia de amanhã (Mateus 6:34), pois a preocupação com o dia de amanhã e com as coisas de baixo, desta terra (Colossenses 3:1,2), com certeza levará a não se estar preocupado com a Vinda Gloriosa de Jesus, “para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio duma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;” (Filipenses 2:15).

Se o cristão, seguidor de Jesus, discípulo do Senhor, tivesse que ser rico, famoso, dono de empresa, cantor de multidões com necessidade de plástica facial e pintura dos cabelos, prospero, bonito, usar ternos e roupas de marca, carro do ano, possuir marcas importadas, morar em casarões, viagens de aviões, hospedar em hotéis 5 estrelas, enfim, ter uma vida de rico, porque será então que o nosso amado irmão Paulo trabalhava dia e noite para não ser pesado aos irmãos (Atos 18:3; 2Coríntios 11:9; 12:16), passou fome, passou necessidades (Filipenses 4:10-20)?

* Lembre-se, que Paulo era um instrumento poderoso nas mãos de Deus, de sorte que até com os seus lenços e aventais eram expulsas enfermidades e espíritos malignos de muitos (Atos 19:11,12).

* E você o que tem sido perante DEUS?

* "Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua Justiça", o restante virá conforme a Vontade de Deus (Mateus 6:33).

* Jesus Cristo quando habitou entre nós, era constituído de ossos, cérebro e músculos. Sendo de nossa própria carne, compartilhava das fraquezas da humanidade. As circunstâncias de Sua vida foram de ordem a expor-Se Ele a todas as inconveniências de pertencer ao gênero humano, não em riqueza e facilidades, e sim em pobreza, carência e humilhação. Jesus respirou o mesmo ar que inspiramos. Caminhou sobre o solo como o fazemos. Tinha raciocínio, consciência, memória, vontade e afeições de uma alma humana, tudo isso unido à Sua natureza divina.

"E esta é a promessa que Ele nos fez: a vida eterna." (1João 2:25)
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setembro 05, 2008

Conhecendo a Bíblia - 20ª parte

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PROVÉRBIOS DE SALOMÃO

O livro de Provérbios, como declara a sua introdução, tem como propósito ensinar as pessoas a alcançar sabedoria, a disciplina e uma vida prudente, e a fazer o que é correto, justo e digno. Em suma, ensina a aplicar e fornecer instrução moral. O título do livro vem originalmente de sua forma hebraica Míshlê Shelomoh ("Provérbios de Salomão"). Como é comum na Bíblia Hebraica, o título hebraico do livro é simplesmente um conjunto de palavras do primeiro verso do livro.

Salomão escreveu e compilou a maior parte do livro de Provérbios no princípio de seu reinado, (1Reis 4.29-34; 10.24), Provérbios 1.1, mais poemas de Agur (cap. 30), Lemuel (cap. 31). Foram compilados pelos escribas de Ezequias, rei de Judá (25.1). Uma vez que o Livro de Provérbios é uma compilação, sua composição estendeu-se por um longo período, com a obra principal datada de cerca de 950 aC. Os caps. 25-29 são identificados como transcritos pelos “homens de Ezequias”, o que situa a cópia em cerca de 720 aC, embora o material em si fosse de Salomão, talvez retirado de um documento separado encontrado no tempo de Ezequias.

Salomão, rei de Israel, era filho de Davi e de Bate-Seba. Ele reinou por quarenta anos, de 970 a 930 aC, assumindo o trono quando tinha cerca de vinte anos de idade. Sem dúvida influenciado pelos Salmos escritos por seu pai, Salomão nos deixou mais livros do que qualquer outro escritor do Antigo Testamento, excetuando-se Moisés. Parece provável que Cantares de Salomão tenha sido escrito quando ele era um jovem romântico; Provérbios, quando estava mais maduro e no auge de seu poder; Eclesiastes, quando já estava mais idoso, mais inclinado a conclusões filosóficas— e talvez mais cínico. Se poder não se mostrava em campos de batalha, mas no domínio da mente: meditação, planejamento, negociação e organização. A reputação de Salomão para a sabedoria provém não apenas de seus resultados práticos, como no caso da disputa de um bebê (1Reis 3.16-27), mas também de declarações diretas das Escrituras. Em 1Reis 3.12 Deus diz: “Eis que te dei um coração tão sábio e entendido, que antes de ti teu igual não houve, e depois de ti teu igual se não levantará.” Em 1Reis 4.31 ele é considerado “mais sábio do que todos os homens”, seguindo um citação de vários nomes de homens sábios para comparação.

Podemos encontrar diversas formas literárias no livro de provérbios: poemas, pequenas parábolas, lições de vida. Entre as figuras literárias mais comuns, podemos citar as antíteses, as comparações e personificações. Os provérbios são o adorno do Velho Testamento. Salomão viveu 500 anos antes dos sete sábios da Grécia e 700 anos antes de Sócrates, Platão ou Aristóteles, então Salomão não dependia nos escritos dos outros, mas sim de Deus.

Um provérbio é uma parábola condensada. Uma parábola é um provérbio ilustrado.

Tudo nos proporciona uma prova valiosa de conduta pessoal. Mostra o positivo e o negativo. Jesus nos aconselhou em Mateus 10.16, a sermos "prudentes como as serpentes e inofensivos como as pombas."
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setembro 03, 2008

Jesus Cristo é o Senhor...

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Como é maravilhoso ouvirmos falar de nosso Amado Salvador...

Em um simples momento, Seu nome é exaltado, glorificado, as ciladas que são armadas para que o nome de Jesus não seja adorado, sempre caem por terra, se as 'igrejas' não estão dando o testemunho do amor de Jesus, trazendo só escândalos, Deus usa jovens e em momentos inesperados...

“Ao único Deus, sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo o sempre. Amém.”

agosto 31, 2008

Conhecendo a Bíblia - 19ª parte

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O LIVRO DOS SALMOS

O Livro de Salmos é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poesias próprias para o uso tanto no culto congregacional quanto para a devoção particular. Em algumas coleções, os compiladores antigos reuniram a maior parte dos maravilhosos cânticos de Davi. Em outras, eles coletaram salmos de uma variedade de autores, como Moisés, Asafe, Hemã, os filhos de Corá, Salomão, Etã e Jedutum. Muitos são de fonte desconhecida. Os estudiosos judeus os chamam de “salmos órfãos”.

O Salmos, considerados individualmente, podem ter sido escritos em datas que vão desde o êxodo até a restauração depois do exílio babilônico. Mas as coleções menores parecem haver sido reunidas em períodos específicos da história de Israel: o reinado do rei Davi (1Crônicas 23.5); o governo de Ezequias (2Crônicas 29.30); e durante a liderança de Esdras e Neemias (Neemias 12.24). Esse processo de compilação ajuda a explicar a duplicação de alguns salmos. Por exemplo 14 é similar ao 53.

O Livro dos Salmos foi editado em sua forma atual, embora com diversas variações, na época em que a Septuaginta Grega foi traduzida do hebraico, alguns séculos antes do advento de Cristo.

Os texto Ugaríticos, quando contrastados com os recentes escritos do mar Morto, mostram que as imagens, o estilo e o paralelismo de alguns salmos refletem um vocabulário e estilo cananeus muito antigos. Assim, o Livro dos Salmos reflete o culto, a vida devocional e o sentimento religioso de cerca de mil anos da história de Israel.

O título hebraico deste livro, Sepher Tehillim, significa “Livro de Louvores”. Os títulos gregos, Psalmoi ou Psalterion, denotam um poema que deve ser acompanhado por um instrumento de cordas. Entretanto, o Saltério contém mais do que cânticos para o templo e hinos de louvor. Ele inclui elegias, lamentações, orações pessoais e patrióticas, petições, meditações, instruções e tributos em acrósticos sobre temas nobres.

Em sua forma final no cânon das Escrituras, o Livro dos Salmos é subdividido em cinco livros menores. Cada livro é uma compilação de diversas coleções antigas de cânticos e poemas. Uma doxologia apropriada foi colocada pelos editores no final de cada livro:

Livro I (Salmos 1-41), a maioria dos cânticos é atribuída a Davi;

Livro II (Salmos 42-72) é uma coleção de cânticos por, de, ou para os filhos de Corá, Asafe, Davi e Salomão; nessa coleção, quatro escritos permanecem anônimos;

Livro III (Salmos 73-89) é marcado por uma grande coleção de cânticos de Asafe. Asafe foi o chefe dos cantores do rei Davi (1Crônicas 16.4-7);

Livro IV (Salmos 90-106), embora a maioria dos salmos não tenha os seus autores citados, Moisés, Davi e Salomão também colaboraram;

Livro V (Salmos 107-150) registra-se vários cânticos de Davi, também está neste Livro V, à série de cânticos chamada de Hallel Egípcio (Salmos 113-118). Os cânticos finais nesse livro (Salmos 146-150) são conhecidos como o “Grande Hallel”. Cada cântico começa e termina com a exclamação hebraica de louvor, “Hallelujah!”.

Doxologia, expressão de louvor a Deus, no Novo Testamento emprega-se “bendito” (Mateus 21.9; Romanos 9.5; 2Coríntios 1.3; Efésios 1.3; 1Pedro 1.3) e “glória” (Lucas 2.14; Romanos 11.36; 1Timóteo 1.17; 1Pedro 4.11; Apocalipse 7.12).

Títulos informativos são encontrados no começo de muitos dos salmos. A preposição hebraica usada em muitos títulos pode ser traduzida de três maneiras: “a”,”para”, e “de”. Ou seja, “dedicado a”, “para o uso de” e “pertecente a”. Todos os títulos que descrevem a situação histórica do salmo tratam da vida de Davi. Os salmos 7, 34, 52, 54, 56, 57, 59 e 142 referem-se aos eventos ocorridos durante o problemático relacionamento de Davi com Saul; os Salmos 3, 18, 51, 60 e 63 cobrem o período em que Davi reinou sobre Judá e Israel.

Outros títulos precedentes aos salmos referem-se aos instrumentos usados no acompanhamento; à melodia ou música apropriada; que parte do coral deve guiar (por exemplo, soprano, tenor, baixo); ou que tipo de salmo é (por exemplo: meditação, oração). Alguns dos significados destas anotações musicais e litúrgicas são hoje desconhecidos.

Poesia Hebraica. Em lugar de rima de sons, a poesia e o cântico hebraicos são marcados pelo paralelismo, ou rima de idéias. A maioria do paralelismo é dística que expressam pensamentos sinônimos em cada linha (36.5). Outros são antíteses, em que a segunda linha expressa à negativa da linha precedente (20.8). Também há dísticos construtivos ou sintéticos, os quais tendem a adicionar ou a fortalecer um pensamento (19.8,9). Alguns poucos paralelismos são causais, apresentando a justificativa da primeira linha (31.21). Às vezes, o paralelismo envolve três linhas (1.1), quatro (33.2,3) ou mais linhas.

O Livro dos Salmos e os princípios de culto que eles refletem atendem à alma do homem e ao coração de Deus, pois é produto da obra do Espírito Santo. Davi, o principal colaborador do Livro dos Salmos, foi ungido pelo Espírito Santo (1Samuel 16.13). Essa unção não foi apenas pra o reinado, mas para o oficio de profeta (Atos 2.30); e as suas afirmações proféticas foram feitas pelo poder do Espírito Santo (Lucas 24.44; Atos 1.16). Na verdade, as letras desses cânticos foram compostas por inspiração do Espírito Santo (2Samuel 23.1,2), como também os planos de escolher maestros e corais com orquestras de acompanhamentos (1Crônicas 28.12,13).

Portanto, os Salmos são únicos e imensamente diferentes das obras de compositores seculares. Ambas podem refletir a profundidade da agonia experimenta pelo espírito humano atormentado, com toda a sua comoção, e expressar a alegria extasiante da alma libertada, mas apenas os Salmos chegam a um plano superior através da unção criativa do Espírito Santo.

Relatos específicos mostram que o Espírito Santo opera criando vida (104.30); que acompanha fielmente os crentes (139.7); que guia e instrui (143.10); que sustem o penitente (51.11-12).
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agosto 29, 2008

Salvai-vos desta geração perversa...

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Todas as vezes que leia a Palavra de Deus, a Bíblia, ouço a voz de nosso Amado Senhor Jesus dizendo:

Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo...” mostre-as o Meu Amor... fala-lhes do meu sofrimento na cruz do Calvário por Amor de suas almas... ensina-as a amarem umas as outras... testemunhe do bem maior que Meu Pai vos preparou, a vida eterna... ore por elas ao vosso Pai que está nos céus...

Mas, infelizmente não é o que presencio dentro das igrejas, que se dizem protestantes...

Um amontoado de mercenários, buscando o seu deleito próprio, o seu bel prazer...

Jesus nos ensina a falarmos de seu nome Santo, mas muitos ‘evangélicos’ querem para si os melhores títulos, mas, o Espírito Santo nos ensina a buscarmos os melhores dons... muitos evangélicos se apresentam sustentando a nomenclatura que ‘compram’ ou constrangem outrem a lhes darem, hipócritas, apostam que os seus títulos os diferem dos outros...

Muitos estão preocupados em escrever e escrever livros, os quais por maioria das vezes, refletem suas particulares interpretações das Sagradas Escrituras, pastorecos de renome, que ao contrário de instruírem a meditação dia e noite da Bíblia (Neemias 8.8; Josué 1.8; Deuteronômio 4.10; Provérbios 22.6; Efésios 6.4), querem somente vender seus livros ‘evangélicos’, muitos deles usando seus blogs como vitrinas editoriais...

Centenas de mercenários dizimistas que, procuram a Cristo somente para barganhar bênçãos, pois, afirmam que Deus é fiel e tem que cumprir o que está escrito em Malaquias 3, “trazei os dízimos... fazei prova de mim... vos abrir as janelas do céu... derramar sobre vós uma benção tal...”, apregoam a famigerada teologia da prosperidade, enquanto, Deus, o nosso Deus, nos ensina que “Tendo, porém, sustento, e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes. Porque ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira, e os campos não produzam mantimento; ainda que as ovelhas da malhada sejam arrebatadas, e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no SENHOR; exultarei no Deus da minha salvação.” (1Timóteo 6.8; Habacuque 3.17,18)...

Por tudo isto, podemos ter certeza do entristecimento do coração de nosso Deus, que nos amou de tal maneira que nos deu Seu Filho Amado, e, esta geração incrédula e perversa, crucifica-O dia após dia...

agosto 26, 2008

Conhecendo a Bíblia - 18ª parte

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O LIVRO DE JÓ

A autoria de Jó é incerta. Alguns eruditos atribuem o livro a Moisés. Outros atribuem a um dos antigos sábios, cujos escritos podem se encontrados em Provérbios ou Eclesiastes. Talvez o próprio Salomão tenha sido seu autor.

Os procedimentos, os costumes e o estilo de vida geral do livro de Jó são do período patriarcal (por volta de 2000 aC). Apesar dos estudiosos não concordarem quanto à época em que foi compilado, este texto é obviamente o registro de uma tradição oral muito antiga.

A própria Escritura atesta que Jó foi uma pessoa real. Ele é citado em Ezequiel 14.14 e Tiago 5.11. Acredita-se que era descendente de Naor, irmão de Abraão. Conhecia Deus pelo nome de “Shaddai” - o Todo Poderoso. Há 30 referências a Shaddai no Livro de Jó. Ele era um homem rico e levava um estilo de vida seminômade.

O Livro de Jó tem sido chamado de “poema dramático de uma história épica”. Os caps 1-2 são um prólogo que descreve o cenário da história. Satanás apresenta-se ao Senhor, junto com os filhos de Deus, e desafia a piedade de Jó, dizendo: “Porventura, teme Jó a Deus debalde?” (1.9). Vai mais longe e sugere que se Jó perdesse tudo o que possuía, amaldiçoaria a Deus. Deus dá licença a satanás para provar a fé que tinha Jó, privando-o de sua riqueza, da sua família e, finalmente, da sua saúde. Mesmo assim, “em tudo isto não pecou Jó com os seus lábios” (2.10). Jó, então, é visitado por três amigos: Elifaz, o temanita, Bildade, o suíta e Zofar, o naamatita, que ficam impressionados pela deplorável condição de Jó que permanecem sentados com Jó durante sete dias sem dizer uma só palavra.

A maior parte do livro é composta por três diálogos entre Jó e Zofar, seguidos pelo desafio de Eliú a Jó. Os quatro homens tentam responder a pergunta: “Por que sofre Jó?

Elifaz, argumentando a partir da sua experiência, declara que Jó sofre porque pecou. Argumenta que aqueles que pecam são punidos. Como Jó está sofrendo, obviamente pecou.

Bildade, sustentando sua autoridade na tradição, sugere que Jó é um hipócrita. Também faz a inferência de que se os problemas vieram, então Jó deve ter pecado. “Se fores puro e reto, certamente, logo despertará por ti” (8.6).

Zofar condena Jó por verbosidade, presunção, e pecaminosidade, concluindo que Jó está recebendo menos do que merece: “Pelo que sabe Deus exige de ti menos do que merece a tua iniqüidade” (11.6).

Os três homens chegam basicamente à mesma conclusão: o sofrimento é conseqüência direta do pecado, e a iniqüidade é sempre punida. Argumentam que é possível avaliar o favor ou desfavor de Deus a alguém pela prosperidade ou adversidade material. Assumem erroneamente que o povo pode compreender os caminhos de Deus sem levar em conta o fato de que as bênçãos e a retribuição divina podem ir além da vida presente.

Na sua resposta aos seus amigos, Jó reafirma a sua inocência, dizendo que a experiência prova que tanto o justo como o injusto sofrem, e ambos desfrutam momentos de prosperidade. Lamenta o seu estado deplorável e as suas tremendas perdas, expressando a sua tristeza em relação a eles por acusarem-no em lugar de trazer-lhe consolo.

Depois que os três amigos terminam, um jovem, chamado Eliú, confronta-se com Jó, que prefere não responder suas acusações. O argumento de Eliú pode ser resumido desta maneira: Deus é maior do que qualquer ser humano, isso significa que nenhuma pessoa tenha o direito ou autoridade de exigir uma explicação dele. Argumenta que o ser humano não consegue entender algumas coisas que Deus faz. Ao mesmo tempo, Eliú sugere que Deus irá falar se ouvirmos. A sua ênfase está na atitude do sofredor, ou seja, uma atitude de humildade levará Deus a intervir. Essa é a essência da sua mensagem: em vez de aprender com o seu sofrimento, Jó demonstra a mesma atitude dos ímpios para com Deus, e esta é a razão pela qual ainda está sofrendo aflição. O apelo de Eliú a Jó é:

1) ter fé verdadeira em Deus, em vez de ficar pedindo explicação;
2) Mudar a sua atitude para uma atitude de humildade.

Não se deve concluir que todas as objeções dos amigos de Jó representem tudo o que se pensava de Deus durante aquela época. Na medida em que a revelação da natureza de Deus foi se fazendo conhecida através da história e das Escrituras, descobrimos que algumas dessas opiniões eram incompletas. Evidentemente, isso não faz com que o texto seja menos inspirado, antes nos dá um relato inspirado pelo Espírito Santo dos incidentes como realmente aconteceram.

Quando os quatro concluíram, Deus respondeu a Jó de dentro de um remoinho. A resposta de deus não é uma explicação dos sofrimentos de Jó, mas, através de uma série de perguntas, Deus procura tornar Jó mais humilde. Quando relemos a fala de Deus através do remoinho, tiramos três conclusões a respeito do sofrimento de Jó:

1) não aparece a intenção de se revelar a Jó a causa dos seus sofrimentos. Deus não podia, provavelmente, explicar alguns aspectos do sofrimento humano, no momento em que acontece, sem o risco de destruir o próprio objetivo que esse sofrimento é destinado a cumprir;
2) Deus se envolve com a realidade do ser humano: Jó e o seu sofrimento são suficientes que Deus fale com ele;
3) o propósito de Deus também era o de levar Jó a abrir mão da sua justiça própria, da sua defesa própria e sabedoria auto-suficiente, de forma que pudesse buscar esses valores em Deus.

Eliú, em seu debate com Jó, faz três declarações significativas sobre o papel do Espírito Santo no relacionamento do povo com Deus.

Em 32.8, declara que o nível de compreensão de uma pessoa não está relacionado à sua idade ou etapa de vida, mas é antes o resultado da operação do Espírito de Deus. O Espírito é o autor da sabedoria dando a cada um a capacidade de conhecer e tirar lições pessoais das coisas que acontecem na vida. Assim, conhecimento e sabedoria são bênçãos do Espírito aos homens.

O Espírito de Deus é também a fonte da própria vida (33.4). Se não fosse pela influência direta do Espírito, o homem como nós o conhecemos não teria chegado a existir. Assim foi na criação original do homem, e assim continua sendo. Eliú declara que a sua própria existência dá testemunho do poder criador do Espírito. O Espírito de Deus é o Espírito da vida.

Como o Espírito de Deus dá vida e sabedoria ao homem, ele também é essencial à própria continuidade da raça humana. Se Deus tivesse que desviar a sua atenção para outro lugar, se tivesse que retirar o seu Espírito-que-dá-vida deste mundo, certamente a história humana chegaria ao seu fim (34.14,15). A intenção de Eliú é deixar claro que Deus não é caprichoso nem egoísta, pois cuida do ser humano, sustenta-o de forma constante pela abundante presença do seu Espírito. Dessa forma, o Espírito Santo no livro de Jó é o criador e mantenedor da vida, conferindo–lhe significado e racionalidade.
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